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Ministério Público de Paris apura suspeita de assédio sexual com óculos que filmam, e a autoridade de dados francesa recebe queixas de uso indevido no trabalho.
O Ministério Público de Paris apura pelo menos um caso suspeito de assédio sexual em que a gravação foi feita com óculos equipados com câmera, depois que vídeos de mulheres filmadas sem consentimento viralizaram nas redes.
Em ambientes privados, a lei prevê até um ano de prisão e multa de 45 mil euros. As autoridades admitem, porém, que aplicar a regra é difícil, já que os vídeos se espalham rápido nas redes sociais.
Na França, várias empresas consultaram a CNIL, a autoridade de proteção de dados, justamente para saber se podem vetar o acessório. O órgão já recebeu ao menos dez reclamações sobre uso indevido em ambientes profissionais.
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