A Xiaomi vai estrear em mais uma categoria de produto: a de armazenamento em rede para casa. A empresa anunciou o Xiaomi Smart Storage, seu primeiro NAS (sigla em inglês para “armazenamento conectado à rede”), um pequeno servidor doméstico que centraliza fotos, vídeos e arquivos da família e os deixa acessíveis de qualquer aparelho. É a aposta da marca para quem quer uma “nuvem privada” em casa, sem depender de assinaturas mensais de serviços de terceiros.
O aparelho tem dois compartimentos que aceitam HDs ou SSDs SATA de 2,5 e 3,5 polegadas, deixando a capacidade a critério do usuário. Para conexões, traz USB 3.0, saída HDMI e porta de rede Ethernet de 2,5 Gbps, tudo embalado num chassi minimalista e compacto, de 200,5 x 85 x 16 mm. A ideia é claro contraponto às caixas robustas e caras das marcas tradicionais de NAS, mirando o público doméstico em vez do entusiasta avançado.

O grande trunfo, como de costume na Xiaomi, é o software amarrado ao ecossistema. O app Xiaomi Smart Storage já está disponível na App Store e na Google Play e promete backup automático de fotos, gerenciamento de arquivos da família, acesso remoto, álbuns organizados por IA e até uma estante virtual de pôsteres para a coleção de filmes. Tudo se conecta ao HyperOS, integrando o servidor a TVs, tablets e dispositivos de casa inteligente da marca. E, diferente de muitos rivais, ele é multiplataforma de verdade: roda com Android, iOS, Windows, macOS e Linux.
Sobre preço e disponibilidade, é aqui que entra o asterisco para o Brasil. O Smart Storage estreia em financiamento coletivo na China entre 1º e 8 de julho, em três versões: 4 TB por cerca de 2.299 yuans (~US$ 338), 8 TB por 2.899 yuans (~US$ 426) e a topo, de 16 TB, por 4.699 yuans (~US$ 690). Não há confirmação de chegada oficial ao mercado brasileiro, então quem se interessar provavelmente vai depender de importação — com os custos e a tributação que isso implica.
Ainda assim, o lançamento é relevante porque a entrada da Xiaomi tende a pressionar os preços de um segmento historicamente caro. Se a marca repetir aqui a estratégia agressiva de outras categorias, o NAS doméstico pode finalmente deixar de ser coisa de nicho técnico e virar um produto de prateleira como qualquer roteador ou caixa de som inteligente.