A Xiaomi liberou um novo lote de imagens e detalhes do SkyNomad N70, o utilitário esportivo que marca a terceira frente da fabricante no setor automotivo depois do sedã SU7 e do SUV YU7. Desta vez o foco foi visual: a empresa confirmou as cores disponíveis para a carroceria, os acabamentos da cabine e reforçou a mudança mais importante do projeto, a adoção de um motor a combustão que trabalha como gerador.
O maior Xiaomi já feito
Com cerca de 5,2 metros de comprimento, o N70 é o maior veículo da marca até hoje e nasce com uma proposta oposta à dos irmãos. Enquanto SU7 e YU7 apostam em linhas esportivas e desempenho, o SkyNomad é um carro de família: carroceria alta, teto longo, janelas amplas e caixas de roda robustas, com maçanetas embutidas para deixar as laterais limpas. O espaço extra permitiu três fileiras de bancos, todos largos o bastante para acomodar a família inteira em viagens longas.

Seis cores e três cabines
A carroceria poderá ser escolhida em seis tons: preto, prata, branco, verde, dourado e azul. Por dentro, há três combinações de acabamento, em preto, bege ou uma paleta voltada ao marrom. O painel segue a escola minimalista dos carros da Xiaomi, com uma grande tela central concentrando a maior parte dos controles, e o console largo abriga porta-copos, compartimentos e uma base de carregamento sem fio para celulares.

Por que um motor a gasolina?
A principal diferença técnica em relação aos modelos anteriores está debaixo do capô. O N70 não é um elétrico puro: adota a configuração de extensor de autonomia (EREV), em que motores elétricos movem as rodas e um motor a combustão entra em ação apenas para recarregar a bateria quando ela baixa. O motorista nunca é impulsionado diretamente pela gasolina.
A escolha tem lógica de mercado. Carros grandes de uso familiar costumam encarar viagens longas, e depender exclusivamente de estações de recarga pode ser um problema em trechos de estrada com pouca infraestrutura, algo que vale tanto para o interior da China quanto para o Brasil. O motor a combustão vira um seguro contra a “ansiedade de autonomia” sem abrir mão do comportamento elétrico no dia a dia. É a mesma receita que fabricantes como Li Auto e a linha Leapmotor usam com sucesso na China.

O que ainda falta
A Xiaomi continua sem divulgar os números que realmente interessam: autonomia em modo elétrico, capacidade da bateria, potência, preço e data de início das vendas. Também não há qualquer sinal de exportação. Os carros da marca seguem restritos à China, e a chegada ao Brasil, onde a Xiaomi vende celulares e eletrônicos, ainda é apenas especulação. Para o comprador brasileiro, o N70 serve por ora como termômetro de uma tendência: os EREVs, que já começaram a aparecer por aqui em marcas chinesas, devem ganhar cada vez mais espaço na categoria de SUVs grandes.

