A Xiaomi apresentou nesta quarta-feira (23), em Pequim, o Xiaomi 18 Pro e o Xiaomi 18 Pro Max. Os dois estreiam no mercado a nova geração de chips da Qualcomm, apresentada na semana passada, e mantêm a assinatura que a marca criou no ano anterior: uma pequena tela extra na traseira, embutida no bloco das câmeras.

Processador e bateria
O modelo Pro usa o Snapdragon 8 Elite Gen 6, enquanto o Pro Max é o primeiro celular com o Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6, a versão de clock mais alto (até 5 GHz) do chip de 2 nm, que detalhamos no anúncio da Qualcomm. Para segurar o calor, a câmara de vapor cresceu 50%. As configurações vão de 12 GB a 16 GB de RAM e de 256 GB a 1 TB de armazenamento.
As baterias de silício-carbono são o número que chama atenção: 7.000 mAh no 18 Pro e 8.500 mAh no 18 Pro Max, com recarga de 100 W por cabo e 50 W sem fio. É bem acima do que Apple e Samsung colocam nos rivais diretos.

Duas câmeras de 200 MP
O conjunto assinado pela Leica tem dois sensores de 200 MP: o principal, de 1/1,28 polegada, e a teleobjetiva periscópio, de 1/1,56 polegada, com zoom óptico de 3,2x (equivalente a 75 mm) e até 12,8x sem perda perceptível, segundo a marca. Completa o trio uma ultrawide de 50 MP; na frente, a selfie também é de 50 MP.
As telas principais são AMOLED LTPO de 6,4 e 6,9 polegadas, 120 Hz e pico de 4.000 nits, com um modo de privacidade que esconde o conteúdo de quem olha de lado. A tela traseira de 2,9 polegadas ficou com bordas mais finas e agora roda atalhos com IA, além de servir de visor para selfies com a câmera principal. O corpo é de metal, com proteção IP66, IP68 e IP69, e o sistema é o HyperOS 4 sobre o Android 17.

Preços e o problema da versão global
Na China, a pré-venda já começou. O 18 Pro custa de 5.999 yuans (cerca de R$ 4.570) a 8.999 yuans (R$ 6.860); o 18 Pro Max vai de 6.999 yuans (R$ 5.340) a 9.999 yuans (R$ 7.620). Há ainda uma edição transparente em vermelho, só com 16 GB e 1 TB, mil yuans mais cara em cada modelo.
Para quem espera o aparelho fora da China, há um porém. Um registro de certificação aponta que a versão internacional deve perder bateria: 6.000 mAh no 18 Pro, com recarga de 90 W, e 7.050 mAh no 18 Pro Max. É o mesmo padrão dos últimos anos, em que a Xiaomi reduz a bateria dos modelos globais. A novidade boa é que, desta vez, a tela traseira deve sair da China. A empresa não deu data para o lançamento global.
No Brasil, a Xiaomi costuma trazer os modelos da série T, como o Xiaomi 17T, e, às vezes, o topo de linha meses depois da China. Enquanto isso, as opções da marca à venda por aqui são estas:
Onde comprar:
Oferta · Kabum Celular Xiaomi 17T 512 GB Ver oferta →
Oferta · Amazon Xiaomi 14T 512 GB cinza Ver oferta →
Oferta · Amazon Xiaomi Redmi Note 15 Pro 5G 512 GB Ver oferta →