A divisão de games da Microsoft voltou ao centro das atenções, e desta vez por motivos pouco animadores para quem acompanha o Xbox. Uma nova reportagem aponta que a empresa estaria preparando mais uma rodada de reestruturação interna, com a possibilidade de fechar pelo menos três estúdios que hoje fazem parte do grupo. As mudanças seriam conduzidas por Asha Sharma, que assumiu o cargo de CEO do Xbox em fevereiro de 2026 e chegou com a missão de enxugar custos.
Os nomes citados pesam no imaginário de quem joga: Compulsion Games, responsável por South of Midnight e We Happy Few; a Double Fine Productions, casa de Psychonauts e do mais recente Keeper; e a Ninja Theory, do aclamado Senua’s Saga: Hellblade II. Segundo as informações, esses estúdios estariam negociando alternativas para escapar do encerramento — o que sugere que a decisão final ainda não foi batida. Outros times também estariam sob avaliação, mas não foram identificados.

O movimento não acontece no vácuo. Desde a conclusão da compra da Activision Blizzard, fechada em 2023 por cerca de US$ 69 bilhões, a Microsoft vem promovendo cortes recorrentes na área de jogos, com demissões e cancelamentos de projetos que já se tornaram quase rotina. A troca de comando também é parte da história: além da chegada de Asha Sharma, Craig Duncan deixou recentemente a liderança do Xbox Game Studios, e Matt Booty, diretor de conteúdo, ficou com a supervisão temporária da operação.

Para o público brasileiro, que viu o Xbox apostar em preços mais agressivos e em uma estratégia multiplataforma nos últimos meses, a notícia traz um sinal de alerta. Cada estúdio fechado significa franquias engavetadas, equipes criativas dispersas e menos diversidade no catálogo — justamente num momento em que a marca tenta convencer os jogadores de que vale a pena investir no ecossistema. Vale reforçar que, por ora, nada foi confirmado oficialmente: a Microsoft não comentou os rumores, e qualquer decisão só deve ser comunicada de forma direta pelos canais da empresa. Até lá, o cenário continua sendo de incerteza para os fãs e, principalmente, para quem trabalha nesses estúdios.