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Xbox Labs: Microsoft cria grupo para explorar descompilação de jogos e agentes de IA

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Xbox Labs: Microsoft cria grupo para explorar descompilação de jogos e agentes de IA

A Microsoft anunciou nesta terça-feira (13) o Xbox Labs, um núcleo pequeno de desenvolvedores, engenheiros e cientistas que vai testar tecnologias novas antes que elas virem produto. O anúncio saiu como carta de Asha Sharma, que comanda o Xbox, enviada aos funcionários da divisão no mundo todo e publicada em seguida no Xbox Wire. O grupo ganhou um site próprio, o labs.xbox.com, com o lema “vamos jogar com o que vem por aí”.

O gatilho foi o que fãs andaram fazendo com jogos nas últimas semanas. Sharma cita títulos descompilados e remontados para rodar em hardware para o qual nunca foram feitos: versões de PC convertidas para os chips Apple Silicon e ports que abrem no navegador por WebAssembly e WebGPU, padrão que, segundo ela, já se aproxima de 90% dos navegadores. Um caso próximo da casa foi o Fable 2 recompilado por fãs como executável nativo do Windows, sem emulador e a 60 FPS. A executiva menciona até jogos grandes misturados ao código-fonte de outros.

Logotipo do Xbox Labs com o lema Let's play with what's next

A conta das 72 bilhões de horas

A carta defende que esses experimentos são bons para quem joga, ainda que balancem o modelo de negócio do próprio Xbox. Sharma diz que o setor está vendo cair três certezas antigas: o laço entre software e hardware, a fronteira entre criar e jogar e o jeito como as pessoas descobrem um jogo.

O argumento para a Microsoft entrar nisso vem da programação. Agentes de IA começaram pelo código porque conseguem escrever, rodar e testar software, e games têm as mesmas propriedades. Pela conta do Xbox, os jogadores passam mais de 72 bilhões de horas por ano em jogos da plataforma, cerca de cinco vezes o tempo estimado que o mundo gasta programando. O Labs vai trabalhar em público e medir sucesso por quantas pessoas a mais passam a jogar e a criar. As ferramentas que saírem dali serão divididas com outros estúdios.

O que não muda

Não há nenhum produto anunciado, nem promessa de versões oficiais de jogos antigos no navegador ou no Mac. Sharma fecha a carta dizendo que as prioridades continuam as mesmas: fazer jogos, manter o hardware e cuidar das franquias e das comunidades em volta delas. Pelo tom da carta, a ideia é trazer esse tipo de projeto para dentro do ecossistema, com Game Pass, Windows e o Xbox Series X, em vez de assistir aos fãs fazendo tudo por fora. A carta não diz nada sobre como a empresa vai tratar ports não oficiais de jogos dela que rodam fora das suas plataformas.

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