A CD Projekt RED usou a Gamescom 2026 para anunciar o que muita gente pedia desde a chegada da geração atual: The Witcher 3 Remastered tem data marcada para 29 de setembro de 2026 e chega sem custo adicional para quem já possui o jogo, no PlayStation 5, no Xbox Series X|S e no PC. O pacote reúne melhorias visuais, ajustes de qualidade de vida e as duas expansões clássicas, Hearts of Stone e Blood and Wine.

A escolha de distribuir o remaster de graça repete o que o estúdio já havia feito em 2022, quando a versão next-gen do jogo saiu como atualização gratuita. É uma política incomum no mercado: a maioria das remasterizações recentes de grandes estúdios chega como produto novo, cobrado à parte, mesmo quando as mudanças se resumem a resolução e taxa de quadros. Para o jogador brasileiro, que paga caro em jogos importados e sofre com o câmbio, esse tipo de decisão pesa bastante na conta.
Mas o anúncio mais surpreendente da noite foi outro. Onze anos depois do lançamento original, The Witcher 3 vai ganhar Songs of the Past, uma expansão inédita prevista para 2027. O estúdio a descreve como um conteúdo comparável em tamanho a Blood and Wine — ou seja, dezenas de horas de campanha, e não um punhado de missões secundárias. Entre as mudanças citadas estão uma árvore de habilidades reimaginada, combate modernizado, novas finalizações e uma conexão narrativa direta com The Witcher 4, marcado para 2028.

Na prática, a estratégia faz sentido para o estúdio: em vez de deixar a franquia parada até 2028, a expansão mantém a série viva e ainda funciona como ponte para o próximo capítulo. Para quem nunca jogou, a combinação de remaster gratuito agora e conteúdo novo depois torna este um bom momento para começar — o jogo continua sendo um dos RPGs mais bem avaliados da década e roda bem até em máquinas modestas.
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