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WinRAR 7.23 corrige falhas de segurança e agradece aos poucos que pagam

Poucos programas resistiram tanto ao tempo quanto o WinRAR. O veterano compactador de arquivos acaba de receber a atualização 7.23, que traz correções importantes de segurança — e, de quebra, rendeu mais um capítulo da eterna piada da internet sobre o seu modelo de licenciamento. Ao anunciar a versão, a desenvolvedora RARLAB fez questão de “agradecer aos usuários que pagaram recentemente”, um aceno bem-humorado ao fato de que quase ninguém compra a licença.

Por trás da brincadeira, porém, há motivos sérios para atualizar. A versão 7.23 corrige uma vulnerabilidade de heap overflow no código que reconstrói volumes de recuperação no formato RAR5, além de tapar uma brecha que permitia a arquivos RAR especialmente criados gerar links simbólicos fora da pasta de extração — o tipo de falha que pode ser explorada para colocar arquivos maliciosos em locais indevidos do sistema. Também entram em cena o fim do suporte a sistemas de 32 bits e uma checagem nativa para novas versões de desenvolvimento.

O charme do WinRAR sempre foi seu licenciamento peculiar: ele oferece um período de teste que, na teoria, expira em 40 dias, mas na prática continua funcionando para sempre. Basta fechar a janelinha que pede o pagamento e seguir a vida. Essa “cobrança opcional” transformou o programa em um meme atemporal, com gerações de usuários que nunca desembolsaram os cerca de US$ 29 (algo em torno de R$ 150 por aqui) da licença individual.

A lição que fica é simples: mesmo quem usa a versão gratuita deveria manter o WinRAR atualizado. Falhas de segurança em compactadores são especialmente perigosas porque um único arquivo baixado da internet pode servir de porta de entrada. Então, se o programa continua ali no seu Windows depois de anos fechando o aviso de licença, vale abrir o menu de atualização e instalar a 7.23 — a piada pode continuar, mas a proteção é levada a sério.



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