A Microsoft admitiu que o Windows 11 precisa pesar menos nas máquinas mais modestas. Pavan Davuluri, presidente da divisão Windows, afirmou que a empresa está focada em reduzir a demanda de memória do sistema, especialmente em computadores equipados com 8 GB de RAM — configuração ainda muito comum em notebooks de entrada e PCs antigos que receberam a atualização.
A promessa vem em um momento sensível. Desde a chegada do Windows 11, parte dos usuários reclama que o sistema consome mais recursos que o Windows 10 e engasga em hardware mais limitado. Com o fim do suporte à versão anterior, muita gente foi empurrada para o 11 sem ter máquina sobrando de potência, e a queixa sobre lentidão só cresceu. Reconhecer publicamente o problema é o primeiro passo para tentar reverter essa percepção.
Entre as frentes citadas por Davuluri estão um Explorador de Arquivos mais rápido, integração de IA “onde ela faz mais sentido”, menos problemas durante as atualizações, mais opções de personalização da barra de tarefas e uma experiência mais fluida com comandos de voz. Nada disso, porém, chega de uma vez: a Microsoft afirma que as mudanças serão distribuídas aos poucos, por meio de atualizações ao longo dos próximos meses.
Vale um alerta de expectativa: otimização de software ajuda, mas não faz milagre. Se o seu PC vive no limite dos 8 GB, um upgrade de memória continua sendo a forma mais garantida de ganhar fôlego — e, na maioria dos notebooks, trocar ou adicionar um pente de memória RAM SODIMM é um procedimento simples e barato.
Onde comprar memória para o upgrade: