
A Microsoft voltou a mexer em uma das partes mais visíveis do Windows 11: o Menu Iniciar. Uma nova versão de teste do sistema traz um menu descrito como modular, em que o usuário pode ligar ou desligar seções inteiras de forma independente — sem que isso afete o restante da interface. Na prática, é possível esconder a área de recomendações, ocultar a lista completa de aplicativos ou manter só o que realmente se usa no dia a dia.
A mudança responde a uma reclamação antiga. Desde o lançamento do Windows 11, muita gente critica a seção “Recomendado”, que ocupa boa parte do menu sugerindo arquivos e apps que nem sempre interessam. Com o novo modelo, cada bloco — Fixados, Recomendado e a lista Todos os aplicativos — ganha um interruptor próprio. Além disso, o usuário passa a escolher manualmente entre um layout mais compacto ou mais espaçoso, decisão que antes ficava a cargo do sistema, baseado no tamanho da tela.
Os recursos apareceram em uma build do Canal Experimental do programa Windows Insider, o que significa que ainda estão em fase de testes e podem mudar antes de chegar ao público geral. A Microsoft também afirma estar trabalhando no desempenho do menu, prometendo respostas mais rápidas mesmo com o computador sob carga pesada — um detalhe que costuma passar despercebido, mas que faz diferença na sensação de fluidez no uso cotidiano.
Para o leitor brasileiro, a novidade interessa pela personalização: cada um pode deixar o menu com a cara que quiser, em vez de aceitar um modelo único. Há ainda uma leitura de bastidores. Especialistas veem esse movimento como parte de uma estratégia maior da Microsoft de unificar o visual entre PCs, tablets e celulares, dentro da linguagem de design Fluent 2 — e, segundo alguns, como um primeiro passo rumo ao futuro Windows 12, que tende a ser ainda mais modular.