Quem cresceu nos anos 2000 com a skin prateada e o equalizador piscando na tela vai ter motivo para reinstalar o programa. O Winamp anunciou que prepara para 2027 um aplicativo reformulado que, pela primeira vez na história da marca, vem com um serviço de música por assinatura próprio.
A parte pesada do streaming não será construída do zero. O acervo de faixas, os contratos com gravadoras e a infraestrutura de entrega virão da Deezer, num acordo do tipo white label: a plataforma francesa fica nos bastidores, enquanto o Winamp assina o produto, cuida da interface e cobra diretamente dos clientes.

Biblioteca pessoal no centro, streaming ao redor
A proposta é inverter a lógica dos apps dominantes. Em vez de o catálogo alugado ocupar todo o espaço, o novo Winamp quer colocar lado a lado as músicas que a pessoa guarda no computador, coleções em nuvem, rádios online, podcasts e o acervo da assinatura, tudo no mesmo player. A empresa também promete visual personalizável (herança direta das skins), recursos sociais e ferramentas para organizar e descobrir faixas.
O programa clássico não será aposentado: ele segue existindo e deve receber o acesso ao streaming numa etapa posterior. Segundo a companhia, o player antigo ainda reúne mais de 40 milhões de usuários ativos, base que ajuda a explicar a aposta.
Por que isso importa
O mercado brasileiro de áudio é dominado por Spotify, YouTube Music, Deezer e Apple Music, e nenhum deles trata bem quem ainda tem pastas de MP3 ou FLAC acumuladas ao longo dos anos. Um app que misture as duas coisas sem gambiarra pode achar espaço entre colecionadores e quem não gosta de depender só do catálogo que as plataformas decidem manter no ar.
Faltam as respostas que definem se a volta dá certo: valor mensal, em quais sistemas o app roda e se o serviço chega ao Brasil desde o lançamento. Até lá, é bom lembrar que a Deezer tem operação forte por aqui, o que facilita, na teoria, a disponibilidade local.
