O WhatsApp está desenvolvendo um recurso que limita o acesso a conversas específicas ao celular principal do usuário. A função apareceu em códigos da versão beta do app para Android 2.26.36.5, identificados pelo site WABetaInfo, e ainda não tem data de lançamento.
A ideia é simples de explicar e nada trivial de implementar: hoje, ao vincular o WhatsApp a um computador, a um tablet ou a um segundo celular, toda a caixa de entrada vai junto. Com a novidade, seria possível marcar um bate-papo individual como restrito e mantê-lo visível apenas no aparelho principal — os vinculados simplesmente não o exibiriam.

O recurso é uma extensão da Privacidade Avançada de Conversas, lançada pela Meta no ano passado, que já bloqueia a exportação do histórico e impede que imagens sejam salvas automaticamente na galeria. O público-alvo é bem específico: quem usa a mesma conta em mais de um aparelho — cenário comuníssimo entre quem deixa o WhatsApp Web aberto no trabalho.
E é justamente aí que mora o risco real. Além do acesso indevido óbvio — o colega que olha a tela do computador alheio —, o relatório destaca um problema mais recente: as versões não oficiais do mensageiro, que em determinados casos entregam o teor das conversas a sistemas de IA à revelia de quem as escreveu. No Brasil, onde a circulação de APKs modificados com promessas de “recursos extras” é grande, isso deixa de ser hipótese e vira ameaça cotidiana. Uma conversa que nunca sai do aparelho principal reduz a superfície exposta — e reforça a recomendação que não muda: instalar o WhatsApp só pelas lojas oficiais e revisar periodicamente a lista de dispositivos vinculados na própria configuração do app.
