O WhatsApp anunciou nesta quarta-feira (30) um pacote de controles parentais para contas de adolescentes. A ideia é ligar o celular do filho ao de um responsável, que passa a definir parte das configurações e a receber avisos sobre o que acontece na conta — sem acesso ao conteúdo das conversas, que segue protegido pela criptografia de ponta a ponta.
O movimento vem no rastro do ECA Digital, a lei brasileira que obriga plataformas a oferecer mecanismos de supervisão para menores, e de uma série de mudanças que a Meta já vinha fazendo no Instagram e no Facebook. Também pesa o acordo de US$ 16,7 bilhões que a empresa fechou em agosto num processo sobre danos à saúde mental de crianças e adolescentes.

O que muda na conta do adolescente
Depois da vinculação, o responsável escolhe as regras de privacidade: quem pode ver a foto de perfil e quem pode adicionar o jovem a grupos, por exemplo. Se o adolescente quiser alterar alguma dessas opções, a mudança só vale depois que o adulto digitar o seu PIN de segurança.

A segunda parte são as notificações de atividade. O WhatsApp vai avisar os pais quando o filho entrar ou sair de um grupo, quando um grupo de que ele participa crescer e com quem ele está conversando. Pelas telas divulgadas pela empresa, esses eventos aparecem numa lista cronológica dentro do painel de controle parental.

Meta AI, Canais e Status
O pacote também dá aos responsáveis controle sobre a Meta AI dentro do app, com a escolha de qual modelo o adolescente pode usar, e sobre recursos como Canais e Status, que podem ser restringidos. A empresa diz que as ferramentas foram pensadas para abrir conversa entre pais e filhos sobre o uso do aplicativo, e não para vigiar, e que podem ser ligadas e desligadas a qualquer momento.
A Meta não detalhou o cronograma de liberação por país. Como o WhatsApp é o aplicativo mais usado do Brasil e a adequação ao ECA Digital é uma das motivações, a expectativa é que os controles cheguem aqui junto com a primeira leva.
