O WhatsApp começou a testar um atalho que coloca a foto ou o vídeo mais recente do celular na própria tela de conversa, perto de onde se digita a mensagem. A ideia é cortar etapas. Quem acabou de fotografar algo para mostrar a um contato não precisa mais abrir o clipe de anexos, entrar na galeria e procurar o arquivo. O teste chega aos poucos a uma parte dos usuários de Android e de iPhone.
Dois formatos em avaliação
Segundo o WABetaInfo, perfil que acompanha as versões beta do aplicativo, a Meta experimenta duas apresentações. Na primeira, uma faixa compacta surge logo acima do campo de mensagem, com a prévia do arquivo e um botão para dispensar a sugestão. Na segunda, a miniatura da imagem ocupa o lugar do ícone de câmera dentro da barra de digitação. Cada conta recebe só um dos modelos. É o desenho clássico de um teste A/B: a empresa compara qual versão é mais usada antes de escolher a que vai para todo mundo.
A segunda opção parece mais limpa, porque não empurra o histórico da conversa para cima. A primeira, em compensação, é mais fácil de notar e de fechar quando a foto sugerida não tem nada a ver com o papo.
Um toque não manda nada
Tocar na miniatura não dispara o envio. O arquivo abre antes na tela de edição do WhatsApp, onde dá para conferir a imagem, escrever uma legenda, colocar figurinhas ou desistir. É um passo a mais, e faz sentido. A última imagem da galeria nem sempre é algo que a pessoa quer compartilhar: pode ser um print do app do banco, a foto de um documento ou uma selfie que era só para ela. Um envio por engano no grupo do trabalho é difícil de remediar, já que apagar para todos não impede que alguém veja a mensagem antes.
Onde o atalho faz diferença
No Brasil, o WhatsApp é o canal padrão para mandar comprovante de Pix, foto de produto para o vendedor, imagem de boleto e vídeo curto para a família. Boa parte desses envios acontece segundos depois da captura, e é exatamente esse caso que o atalho mira. Para quem repete isso várias vezes por dia, a economia é de dois ou três toques por envio. Pouco, mas acumula. Para quem quase não manda mídia, a mudança deve passar despercebida, e a opção de fechar a sugestão evita que ela atrapalhe.
O recurso faz parte de uma leva de testes do aplicativo ligados a mídia. Nas últimas semanas, o WhatsApp também apareceu testando um espaço no iPhone que reúne fotos, vídeos e links recebidos e ferramentas de IA para editar e expandir imagens antes do envio. Juntas, as mudanças mostram a empresa mexendo em todo o caminho que uma foto faz dentro do app, da galeria até a conversa.
A Meta não anunciou data para liberar o atalho a todos os usuários, e nada garante que algum dos dois formatos chegue à versão final sem mudanças. Por enquanto, a função aparece só para contas selecionadas. Manter o aplicativo atualizado pela Google Play ou pela App Store é o único jeito de recebê-la quando a liberação avançar.
