O Vivo X500 vazou da forma mais direta possível: alguém fotografou a tela de informações do aparelho, com a ficha técnica aberta, e publicou. A imagem, atribuída ao informante Panda is Bald no Weibo, escancara justamente os dados que a fabricante chinesa estava segurando para o evento de lançamento — e o mais chamativo deles não é a câmera, é a bateria.
O chip que ninguém tinha visto rodando
A foto identifica o processador como Dimensity 9600M, da MediaTek. É a primeira vez que esse componente aparece dentro de um celular real, e não em documento de fabricante: são oito núcleos com pico de 4,21 GHz, derivados da mesma arquitetura do Dimensity 9500. O “M” no nome sugere uma variante do topo de linha da MediaTek, provavelmente com ajustes de frequência ou de bloco gráfico em relação ao irmão maior.
A configuração fotografada tem 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, com dois recursos de software que a indústria chinesa adora anunciar: expansão virtual de memória até 24 GB e um sistema de compressão que promete liberar até 50 GB extras no espaço interno. Na prática, o primeiro é swap em disco e o segundo é deduplicação de arquivos — ajudam, mas não substituem memória física.

7.500 mAh é o número que importa
A bateria registrada é de 7.500 mAh. Para comparar: os topos de linha vendidos no Brasil hoje ficam entre 5.000 e 6.000 mAh, e mesmo os modelos que se vendem como campeões de autonomia raramente passam de 6.500 mAh. Essa diferença vem da adoção de células de silício-carbono pela indústria chinesa, que empacotam mais energia no mesmo volume — é o que permite um aparelho fino carregar um número desses.
Se o valor se confirmar, é o tipo de ficha que resolve o problema de quem usa o celular em jogo e câmera no mesmo dia, sem depender de power bank. A Vivo não confirmou nem a capacidade nem a velocidade de recarga.
Câmera herdada do irmão maior
O X500 também levaria a teleobjetiva do X500 Pro, com sensor Sony LYTIA-610, capaz de filmar em 4K a 120 fps — taxa que serve para gerar slow motion sem perder resolução. O processamento fica com o chip proprietário Blueprint V3+ da própria Vivo, e há suporte para um teleconversor acoplável — o acessório que estende o alcance óptico e que a marca tem usado como diferencial de linha.
A Vivo marcou o evento de lançamento para 21 de setembro, às 19h no horário da China, quando devem sair preço e disponibilidade, junto de outros aparelhos da nova geração. Até lá, tudo isso segue como vazamento: a foto é verossímil e os números são coerentes, mas nenhum deles saiu da fabricante.
Para quem lê daqui, o recado é menos animador: a Vivo não comercializa a linha X no Brasil pelos canais oficiais, e não há sinal de que o X500 mude isso. Quem quiser algo parecido em autonomia e chip MediaTek precisa olhar o que já está à venda por aqui.
Alternativas à venda no Brasil:
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