A Vivo começou a preparar suas equipes de vendas para o lançamento do Vivo Satélite, serviço que liga o celular diretamente aos satélites da Starlink. A estreia está prevista para novembro de 2026, e o treinamento interno sobre regras comerciais e operacionais indica que o produto está perto de chegar às lojas.
O serviço usa a tecnologia Direct-to-Cell, em que o próprio aparelho conversa com a constelação de satélites sem antena externa, prato ou qualquer acessório. A proposta inicial é limitada: garantir acesso a aplicativos de mensagens e de mapas em lugares onde não existe torre de celular. Ligações de voz e navegação livre na internet não aparecem no pacote descrito até aqui.
Quem leva sem pagar a mais
A operadora vai incluir o Vivo Satélite de forma promocional, por 12 meses e sem cobrança adicional, para clientes do Pós-pago, do Vivo Total e de algumas opções dos planos Controle e Lite. Ainda não há confirmação oficial de quanto o serviço vai custar depois desse período, nem de quais planos Controle e Lite exatamente entram na promoção. O marketing vai usar o mote “Vivo Sempre com Sinal”, voltado a quem vive ou trabalha em zona rural e em regiões isoladas.
O caminho até aqui
A parceria entre Vivo e Starlink passou primeiro pela Anatel. A agência aprovou a conexão de satélite direta no celular, modelo conhecido como direct-to-device, e estendeu até 2029 a autorização de testes da operadora com a empresa de Elon Musk. O lançamento comercial é o passo seguinte a essa fase experimental.
Nos Estados Unidos, a T-Mobile já vende um serviço parecido com a mesma Starlink, que começou com mensagens de texto e depois ganhou suporte a alguns aplicativos. A Apple segue outro caminho no iPhone, com SOS e mensagens por satélite pela rede da Globalstar, sem depender da operadora.
Por que isso pesa no Brasil
O país tem uma área enorme sem cobertura terrestre: estradas no interior, fazendas, trechos da Amazônia e do Pantanal, áreas de pesca no litoral. Para quem passa por esses lugares, mandar um WhatsApp ou abrir um mapa sem sinal resolve um problema real, de emergência a logística de trabalho. A velocidade é baixa e o uso fica restrito a apps leves, então o serviço complementa a rede 4G e 5G em vez de substituí-la.
A dúvida prática é o aparelho. A tecnologia Direct-to-Cell funciona em celulares relativamente recentes, e a Vivo ainda não divulgou a lista oficial de modelos compatíveis nem quais apps de mensagens e mapas estarão liberados. Se você já é cliente pós-pago e viaja com frequência para o interior, vale ativar quando sair, já que o primeiro ano não custa nada.
A previsão da operadora é que o Vivo Satélite esteja disponível em novembro de 2026.
