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Venda de celulares no Brasil cai 11% no 1º semestre; Apple cresce 19% e encosta na Xiaomi

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Venda de celulares no Brasil cai 11% no 1º semestre; Apple cresce 19% e encosta na Xiaomi

O mercado brasileiro de smartphones encolheu 11% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com um relatório da consultoria Counterpoint Research. A queda acompanha o que já vinha sendo medido na América Latina e no mundo, e tem um culpado principal: a crise dos chips de memória.

Por que o mercado encolheu

A disparada da demanda por memória para servidores de inteligência artificial desequilibrou a oferta. Com componentes mais caros e escassos, as fabricantes ficaram com estoques menores, reajustaram preços e passaram a empurrar modelos mais caros, que deixam margem maior. A Counterpoint cita ainda outros dois fatores: a produção nacional diminuiu e o consumidor ficou mais cauteloso antes de trocar de aparelho.

Ranking das marcas

O top 5 do semestre no Brasil ficou assim:

  1. Samsung, com 42% das vendas
  2. Motorola, com 31%
  3. Xiaomi, com 7%
  4. Apple, também com 7%
  5. Infinix, com 3%

Mesmo num mercado em queda, três marcas venderam mais. A Samsung cresceu 10% e segue isolada no topo. A Motorola subiu 1%. E a Apple teve o melhor desempenho do período, com alta de 19%, o que a deixou empatada em participação com a Xiaomi. A chinesa foi uma das mais afetadas pela falta de memória — com a ressalva de que parte relevante das vendas dela passa por aparelhos importados em marketplaces, volume que pode não aparecer inteiro no levantamento.

Ilustração conceitual de smartphones enfileirados como dominós numa prateleira de loja

A Counterpoint também aponta que a chegada de marcas como Jovi e Honor esquentou a disputa, mas que elas, junto com Oppo e Realme, perderam participação no semestre.

O que o consumidor está comprando

Os números confirmam que o brasileiro continua comprando celular pelo preço. 78% das vendas foram de aparelhos abaixo de R$ 1.200, faixa que resistiu mesmo com os reajustes. O modelo mais vendido do país foi o Galaxy A07 4G, responsável sozinho por 8,3% de todas as unidades — um bom resumo de como a Samsung sustenta a liderança com linhas de entrada e intermediárias.

Por que importa

Para quem está pensando em trocar de celular, o recado é que a pressão de preço não é impressão: ela vem da cadeia de componentes e deve continuar enquanto a demanda de IA seguir sugando memória. No segundo trimestre, o mercado global já tinha registrado o pior resultado para o período desde 2013. A tendência é de modelos básicos com menos armazenamento pelo mesmo preço, ou do mesmo aparelho custando mais.

Onde comprar o celular mais vendido do semestre:

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