A UGREEN, mais conhecida no Brasil por carregadores, hubs e docas USB-C, apresentou uma linha que a coloca em outro território: o HomeAgent, uma família de centrais domésticas de inteligência artificial projetadas para processar tudo dentro de casa. Os aparelhos rodam o UGOS Pro, sistema da própria marca baseado em Linux, e usam chips NVIDIA Jetson Thor para lidar com automação residencial e monitoramento de vídeo em tempo real sem passar pela nuvem.
A série se divide em três modelos — HA100, HA100 Pro e o Master Agent MA100 —, sendo o último o carro-chefe e o que carrega a arquitetura de hardware mais robusta. A escolha do Jetson Thor é o detalhe técnico que explica a proposta: é uma plataforma pensada para rodar modelos de visão computacional e robótica na borda, ou seja, no próprio dispositivo, em vez de mandar cada quadro de vídeo para um datacenter e esperar a resposta voltar.
Essa arquitetura ataca dois problemas conhecidos de quem monta uma casa conectada. O primeiro é a privacidade: câmeras que enviam imagem para servidores de terceiros já protagonizaram vazamentos suficientes para deixar qualquer um desconfiado. O segundo é a dependência de internet — automação que só funciona com conexão ativa vira enfeite na primeira queda do provedor. Processar localmente resolve os dois de uma vez, e ainda tende a eliminar a mensalidade de armazenamento em nuvem que muitos sistemas cobram.
Falta a parte que mais interessa por aqui: preço e disponibilidade no Brasil não foram informados. A UGREEN tem presença consolidada nos marketplaces nacionais com acessórios, mas equipamentos de nicho da marca costumam demorar a chegar oficialmente — e, quando chegam, o preço de importação pesa. Enquanto isso não se resolve, o HomeAgent serve como termômetro de para onde a casa inteligente está indo: menos nuvem, mais processamento no próprio hardware.
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