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TSE vai usar até 1.113 antenas da Starlink para enviar resultados de urnas em áreas remotas

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TSE vai usar até 1.113 antenas da Starlink para enviar resultados de urnas em áreas remotas

Nas eleições de 4 de outubro, parte dos resultados vai sair da floresta pelo espaço. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que usará até 1.113 terminais de internet via satélite da Starlink, empresa de Elon Musk, para transmitir os dados das urnas em locais de votação onde não existe rede de telecomunicações convencional.

A contratação não foi feita diretamente com a Starlink. O tribunal abriu um edital em março, vencido pela Hughes Telecomunicações do Brasil, que fica responsável por operar os equipamentos. A divisão das antenas e a escolha das seções atendidas cabem a cada Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Norte concentra os terminais

A distribuição mostra onde a infraestrutura ainda falta. Os dois estados que mais recebem antenas são da Região Norte: Amazonas e Pará, com 350 unidades cada. Na sequência vêm Mato Grosso (117), Acre (91), Roraima e Maranhão (60 cada). O restante vai para Amapá, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí e São Paulo, em número menor.

São comunidades ribeirinhas, aldeias e vilarejos em que, sem a conexão por satélite, os boletins teriam de ser levados de barco ou avião até um ponto com internet, atrasando a apuração daquela seção.

Eleitor digita o voto na urna eletrônica da Justiça Eleitoral

A urna continua desconectada

Vale reforçar um ponto que costuma gerar confusão: a urna eletrônica segue sem nenhuma ligação com a internet durante a votação. A antena só entra em cena depois que a seção fecha, para enviar o arquivo de resultado. Esse arquivo segue o mesmo caminho dos locais com internet comum — vai criptografado e com assinatura digital, o que permite detectar qualquer adulteração.

Além disso, cada urna imprime o boletim de urna ao fim do dia, afixado na seção e disponível para qualquer pessoa conferir. Os números digitais que chegam ao TSE podem ser comparados com esse papel, então o meio de transmissão não altera a forma de fiscalizar o resultado.

O uso de satélite em eleições brasileiras não é novidade, mas a escala com a rede de órbita baixa da Starlink, com latência menor que a dos satélites geoestacionários tradicionais, tende a acelerar a totalização em regiões que historicamente fechavam a apuração por último.

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