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Tesla e SpaceX: Elon Musk confirma comitês para estudar fusão das duas empresas

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Tesla e SpaceX: Elon Musk confirma comitês para estudar fusão das duas empresas

Elon Musk disse nesta terça-feira (20), em conversa com analistas de mercado, que vê com bons olhos juntar a Tesla e a SpaceX em uma única empresa. Segundo a agência Reuters, as duas companhias já montaram comitês especiais para estudar a operação. Musk afirmou que a fusão “tem muito mérito” e que haveria “muito a ganhar”, mas ficou fora dos dois grupos de análise para evitar conflito de interesses, já que comanda ambas.

Nada está fechado. Os comitês ainda não definiram termos, e não há garantia de que cheguem a um acordo. Se tudo andar rápido, o anúncio pode sair em dezembro, na assembleia anual de investidores da Tesla.

O que precisa acontecer

Tesla e SpaceX têm ações negociadas em bolsa, então a fusão depende do voto dos acionistas dos dois lados. Na Tesla, Musk costuma conseguir maioria com folga: os acionistas da montadora aprovaram há pouco um pacote de remuneração para ele avaliado na casa do trilhão de dólares. Somadas, as duas empresas valem hoje cerca de US$ 3 trilhões, patamar parecido com o de Amazon, Microsoft e Google.

Um conglomerado com foguete, carro e IA

A nova companhia reuniria quatro frentes. Da SpaceX viriam os lançamentos de foguetes e as missões espaciais, além da Starlink, que vende internet por satélite e conexão direta para smartphones. A Tesla entraria com a linha de veículos elétricos e o projeto de robôs humanoides. A xAI, dona do chatbot Grok e da rede social X, completaria o pacote.

Musk já tinha defendido a ideia antes, com o argumento de que os negócios se misturam cada vez mais. Há exemplos concretos. O novo Roadster, carro mais recente apresentado pela Tesla, usa um sistema de ventilação desenvolvido com tecnologia da SpaceX. Os humanoides precisam de uma IA sofisticada para operar sozinhos, área em que a xAI trabalha. E a Terafab, fábrica de chips no Texas, é um projeto tocado em conjunto pelas duas.

O que muda para o Brasil

Por aqui, as partes mais visíveis desse grupo são a Starlink, que atende áreas rurais e regiões sem fibra óptica, e o X, que chegou a ficar fora do ar no país em 2024 por decisão do STF. A Tesla não vende carros oficialmente no Brasil. No curto prazo, quem assina a Starlink ou usa o X não deve notar diferença. O peso maior está na concentração: internet via satélite, rede social, IA e carros passariam a responder a um único conselho, com Musk no topo.

Os comitês seguem avaliando a proposta, e o próximo ponto de atenção é a reunião de investidores da Tesla em dezembro, quando uma eventual decisão pode ser apresentada.



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