Na Europa, o Full Self-Driving da Tesla agora atende por outro nome. O pacote pago de assistência ao motorista passou a aparecer como “Tesla Assisted Driving” nos sites da marca em vários países da União Europeia, Portugal entre eles. A troca vale desde já e foi feita para atender reguladores do bloco, que analisam a liberação do sistema por lá.
O argumento das autoridades é simples: um recurso que exige mãos e olhos do motorista não deveria se vender como “direção totalmente autônoma”. Na escala usada pela indústria, o FSD é Nível 2. Ele muda de faixa, faz curvas, estaciona e tira o carro da vaga pelo aplicativo, mas a responsabilidade continua com quem está ao volante. “Assisted Driving” descreve isso com mais honestidade.
Autopilot ativo em um Model X. Foto: Ian Maddox/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
O nome já tinha sido remendado nos Estados Unidos, onde a Tesla acrescentou “(Supervised)” para se proteger de processos. O recurso foi prometido em 2016 e passou anos sob críticas por não entregar o que Elon Musk anunciava. Na Europa, a pressão ficou maior com a acusação de que a montadora inflou dados de segurança do sistema para acelerar a aprovação; os países do bloco devem votar em conjunto sobre o caso até o fim do ano, enquanto seguem com testes próprios.
Computador que roda o FSD nos carros da Tesla. Foto: Votpuske/Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
Musk reclamou do processo em março, no X: disse que os europeus vão “amar” o carro autônomo e culpou o excesso de regras pelo atraso. A Europa pesa mais para a Tesla agora porque as vendas da marca vêm caindo nos Estados Unidos e na China. Quem quiser entender como o executivo chegou até aqui encontra a história na biografia de Elon Musk escrita por Walter Isaacson.
No Brasil a discussão é distante: a Tesla segue sem operação oficial por aqui, e na região só chegou à Argentina e ao Uruguai.
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