Mal chegou às lojas e a Steam Machine, o console-PC de sala da Valve, já ganhou seu primeiro apelido sombrio: a “linha vermelha da morte”. Poucos dias depois do lançamento oficial, em 30 de junho, começaram a surgir relatos de donos que viram parte do LED frontal do aparelho acender em vermelho — um sinal de que algo deu muito errado no hardware antes mesmo de o sistema conseguir subir.
Em um dos casos mais comentados, o usuário contou que o problema apareceu após menos de meia hora de uso: bastaram alguns minutos de No Man’s Sky, seguidos de uma atualização de sistema, para o console travar e passar a exibir a barra vermelha na metade direita do LED. Segundo a documentação de suporte da própria Valve, os diferentes padrões de luz servem justamente como diagnóstico — e essa configuração específica aponta para uma falha na unidade gráfica.

O detalhe que mais preocupa não é o defeito em si — todo lançamento de hardware convive com uma taxa de unidades com problema —, mas a dificuldade de reparo. Diferentemente de um PC gamer tradicional, em que a placa de vídeo é uma peça removível, a GPU da Steam Machine vem soldada à placa-mãe. Isso significa que uma falha gráfica não se resolve trocando um componente barato: o conserto passa por substituir boa parte da eletrônica do aparelho, com custo e logística bem menos amigáveis para o consumidor.

Para o público brasileiro, o episódio pesa ainda mais no bolso. Com preços que vão de US$ 1.049 a US$ 1.428 lá fora, a Steam Machine já passa dos R$ 8.000 por aqui na conversão direta — antes de qualquer imposto de importação. A Valve chegou a admitir que o valor final ficou acima do planejado por causa da alta no custo global de componentes. Nada disso condena o produto, que ainda é novo e depende de números maiores para saber se os relatos são casos isolados ou um problema de fabricação em escala. Mas o recado para quem pensa em importar é claro: vale esperar as próximas semanas para entender o tamanho real da encrenca antes de gastar uma pequena fortuna.