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Spotify abre monetização de podcasts no Brasil e paga por audiência Premium e anúncios

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Spotify abre monetização de podcasts no Brasil e paga por audiência Premium e anúncios

O Spotify levou seu programa de parceria para podcasters a 35 novos países, e o Brasil está na lista. A mudança destrava duas fontes de renda dentro da própria plataforma: a receita gerada por assinantes Premium que assistem aos vídeos dos episódios e a divisão do dinheiro de anúncios exibidos para quem ouve na versão gratuita.

O porte da expansão diz algo sobre a estratégia da empresa. Junto com o Brasil entram México, Colômbia, Chile, Espanha e Itália, num dos maiores movimentos geográficos já feitos pelo serviço nessa frente. O pano de fundo é a disputa com o YouTube, que há anos paga criadores de podcast em vídeo e virou, para muita gente, o lugar onde o episódio é de fato assistido.

Quem se qualifica

Os requisitos são objetivos: pelo menos 3 episódios publicados e, nos últimos 30 dias, 2 mil horas de consumo vindas de mil ouvintes engajados. Não é um patamar trivial para quem está começando, mas está longe dos números exigidos por programas de publicidade tradicionais — a régua mira o podcast de nicho que já tem público fiel, não apenas os campeões de audiência.

O detalhe que mais importa para o criador talvez seja o que o Spotify decidiu não exigir: exclusividade. O mesmo episódio pode continuar no YouTube, no feed RSS próprio e em qualquer outro agregador, e os patrocínios fechados diretamente com marcas seguem valendo. É uma diferença relevante em relação à fase em que a empresa comprava exclusividades milionárias e tirava programas inteiros do ar público.

Vídeo virou o centro do jogo

A aposta em vídeo não é acessória. Segundo a plataforma, o consumo de podcasts em vídeo cresceu 140% desde que o formato foi lançado, em 2022 — e é justamente esse consumo que alimenta o primeiro mecanismo de pagamento, o ligado a assinantes Premium.

Na prática, o recado ao produtor brasileiro é para deixar de tratar a câmera como enfeite. Um podcast gravado só em áudio continua distribuível, mas fica de fora da parcela de receita que depende de alguém assistindo. Para quem já grava com câmera, vale revisar a régua de episódios e checar se o canal bate os requisitos — o equipamento de captação decente, aliás, custa menos do que muita gente imagina:

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