A corrida por números cada vez maiores nos monitores gamer ganhou um novo recorde. Durante a Gamescom 2026, que acontece entre 26 e 30 de agosto, a Samsung apresentou o Odyssey G6, um monitor de 27 polegadas capaz de atingir 1.100 Hz de taxa de atualização — algo impensável poucos anos atrás, quando 144 Hz ainda era sinônimo de topo de linha.

O detalhe importante está na letra miúda. O painel IPS funciona em modo duplo: para chegar aos 1.100 Hz, ele abre mão de resolução e opera em HD; mantendo QHD, o teto cai para 600 Hz, que já seria um número absurdo por si só. O tempo de resposta declarado é de 1 milissegundo. A escolha entre nitidez e fluidez fica com o jogador, e a Samsung deixa claro quem é o público-alvo: atletas profissionais de jogos de tiro em primeira pessoa, onde alguns milissegundos de vantagem valem mais do que pixels.
O anúncio não veio do nada. Poucos dias antes, a LG havia revelado seu próprio monitor Full HD de 1.000 Hz, e a ASUS vinha empurrando o mercado com painéis de modo triplo. A Samsung respondeu na mesma feira, elevando a aposta e aproveitando para renovar toda a família Odyssey OLED — os modelos G9, G8 e G7 também apareceram na Gamescom. É uma disputa que interessa mais ao marketing do que ao consumidor comum: para aproveitar 1.100 Hz de verdade, o PC precisa entregar mais de mil quadros por segundo, cenário viável apenas em títulos leves como CS2 ou Valorant rodando em máquinas caríssimas e resolução baixa.
Para o leitor brasileiro, a leitura prática é outra. Lançamentos como esse costumam demorar a chegar por aqui — quando chegam — e com preço proibitivo. A Samsung informou apenas que a venda começa na segunda metade de 2026, sem valores nem lista de países. O efeito mais concreto do recorde tende a ser indireto: cada salto no topo empurra os painéis de 165 Hz e 240 Hz para faixas de preço mais acessíveis, e é aí que a briga entre Samsung, LG e ASUS beneficia quem só quer jogar bem sem gastar o preço de um carro popular.
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