Donos de relógios da Samsung começaram a publicar em redes sociais e no Reddit fotos de marcas vermelhas e circulares no pulso. Algumas têm aspecto de queimadura leve. Todas aparecem no mesmo lugar: sob a tampa traseira, onde ficam os sensores de frequência cardíaca, oxigenação e composição corporal.
A lista de aparelhos citados é longa. Há relatos com o Galaxy Watch 9 e o Watch Ultra 2, a geração mais recente, e também com o Galaxy Watch 8, o Watch 7, o primeiro Watch Ultra e o Galaxy Watch 5 Pro, de 2022. Como são quatro anos de produtos, com baterias, materiais e versões de software diferentes, fica difícil apontar um lote defeituoso como explicação.
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Parte das queixas junta as marcas na pele a um consumo de energia fora do normal. Um dono do Watch 5 Pro contou no Reddit que foi dormir com o relógio totalmente carregado e acordou com ele sem nenhuma carga. Esvaziar a bateria inteira em uma noite indica que algum componente ficou trabalhando sem parar, e esforço contínuo costuma gerar calor. A ligação entre o consumo e as marcas, porém, não foi comprovada.
Causa ainda indefinida
Há pelo menos duas hipóteses plausíveis. A primeira é uma falha de software que mantém sensores ou processador ativos o tempo todo, aquecendo a tampa traseira. A segunda é irritação de pele: pressão do relógio apertado durante o sono, suor acumulado e sensibilidade ao material da base ou da pulseira podem deixar uma marca redonda com o formato exato do sensor, sem que haja calor envolvido. Sem uma análise da fabricante, as duas continuam no campo da especulação.
O que fazer se acontecer com você
Quem usa o relógio para monitorar o sono passa cerca de oito horas seguidas com o sensor encostado na pele, então esse é o cenário que merece mais atenção. Se aparecer vermelhidão ou ardência sob o aparelho, a recomendação sensata é tirá-lo, deixar a pele descansar e procurar um dermatologista caso a marca não suma em poucos dias. Afrouxar a pulseira à noite também ajuda.
Vale observar dois sinais juntos: bateria caindo rápido sem uso intenso e relógio quente no pulso. Se os dois aparecerem, o caminho é registrar o problema no suporte da Samsung enquanto o aparelho ainda está na garantia, com fotos da pele e prints do consumo de bateria.
Os relatos publicados até agora não trazem posicionamento oficial da Samsung nem menção a uma atualização de software para corrigir o consumo de energia.
