
A Samsung está prestes a entrar em um segmento de áudio que ainda deixava de fora do seu portfólio. A empresa confirmou o nome oficial Galaxy Able para o seu primeiro fone de ouvido de condução óssea, categoria de design aberto que vinha crescendo com marcas especializadas, mas que faltava no ecossistema Galaxy.
A diferença desse tipo de fone está em como o som chega até você. Em vez de um alto-falante dentro do canal auditivo, a condução óssea transmite o áudio por vibrações que passam pelos ossos do crânio direto para o ouvido interno. O resultado é que o canal fica livre e a pessoa continua ouvindo o ambiente ao redor — trânsito, alguém chamando, o barulho da rua. Por isso, esse formato virou queridinho de quem corre, pedala ou treina ao ar livre e precisa de mais consciência do entorno por segurança.
A confirmação do nome apareceu junto de um pacote de software de emparelhamento (identificado como com.samsung.accessory.ablemgr), o que indica que a base para integração com celulares, relógios e o restante do ecossistema Galaxy já está pronta. É um sinal de que o produto está em estágio avançado de desenvolvimento, mesmo que a Samsung ainda não tenha revelado data de anúncio, preço ou especificações como autonomia de bateria e resistência à água.
Para o consumidor brasileiro, a chegada da Samsung a esse nicho tende a ser positiva. Hoje, quem quer um fone de condução óssea depende de marcas menos conhecidas por aqui, com garantia e assistência limitadas. Um Galaxy Able integrado ao mesmo aplicativo dos Galaxy Buds, com rede de suporte nacional, pode popularizar o formato open-ear — desde que a marca acerte no preço quando o lançamento oficial finalmente acontecer.