A Samsung deve reduzir o número de celulares Galaxy A com tela OLED que pretende enviar ao mercado em 2027. Segundo reportagem da imprensa sul-coreana, a empresa revisou a previsão de 120 milhões para 100 milhões de unidades com esse tipo de painel. O número fica abaixo até do volume estimado para 2026, de 110 milhões de aparelhos.
A consequência mais visível pode aparecer na própria tela. Para segurar o preço, a fabricante estuda trocar o OLED por LCD em parte da linha intermediária, e o primeiro modelo citado é o futuro Galaxy A38. Hoje, aparelhos à venda como o Galaxy A36 e o Galaxy A56 usam painel OLED, que a marca chama de Super AMOLED.
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A revisão atinge as famílias do Galaxy A1X ao Galaxy A5X. Os Galaxy A0X, de entrada, ficam de fora porque já usam LCD. A série A1X responde sozinha por mais da metade do volume da linha, então qualquer mudança ali mexe com a maior fatia das vendas da Samsung nesse segmento.
Memória mais cara puxa a conta
O painel é só uma parte do problema. A alta global no preço de memórias deixou a produção dos Galaxy A cerca de US$ 75 mais cara do que a das gerações anteriores, algo próximo de R$ 370 na cotação atual. Memória não tem substituto barato. A tela, sim. Soma-se a isso a demanda fraca: o consumidor tem comprado menos intermediários.
A troca tem custo para quem compra. LCD tem preto acinzentado, contraste menor e gasta mais bateria com conteúdo escuro, e o público já vinha rejeitando esse tipo de tela nessa faixa de preço. Se o A38 confirmar o LCD, quem quer um Samsung intermediário com OLED vai precisar subir para a série A5X ou comprar um modelo de geração anterior. Para esse perfil, garantir a geração atual faz mais sentido do que esperar o lançamento.
O que já aconteceu no Brasil
O consumidor brasileiro já sente a crise de componentes no bolso. A Samsung reajustou os preços dos celulares duas vezes nos últimos meses no país, e a rodada mais recente pegou justamente a linha Galaxy A, com aumentos de até 109% nas versões com mais memória e armazenamento. Tablets da marca também subiram.
No balanço global, a meta da empresa de enviar 250 milhões de celulares em 2027 corre risco. As divisões de Mobile (MX) e Redes registraram prejuízo no segundo trimestre de 2026, e a projeção é de que o cenário se repita no próximo ano. A Samsung não confirmou oficialmente a troca de tela no Galaxy A38 nem a nova previsão de envios.
