A Samsung SDI, braço de baterias do grupo Samsung, assinou nesta terça-feira (6) um memorando de entendimento com a sul-coreana EcoPro BM para desenvolver juntas os materiais de uma bateria de estado sólido do tipo sulfeto. A meta das duas é chegar à comercialização em 2027. Ou seja, a produção em massa ainda não começou: o acordo cobre pesquisa, testes de qualidade e a montagem da linha de fabricação.
A divisão de tarefas é clara. Segundo o The Elec e o Seoul Economic Daily, a Samsung SDI cuida do desenvolvimento da célula e da tecnologia de produção em escala. A EcoPro BM entra com os materiais: o cátodo próprio para estado sólido, feito a partir da sua experiência com cátodos de alto níquel, e o eletrólito sólido usado no cátodo e no separador. A EcoPro BM já tem uma fábrica piloto que produz 40 toneladas por ano de eletrólito de sulfeto e diz ter terminado o projeto da linha de produção em massa. “A construção pode começar assim que houver demanda do cliente”, disse Kong Bo-hyun, diretor de P&D da empresa.

As duas empresas não são estranhas. Em 2020 criaram a joint venture EcoPro EM, de cátodos de alto níquel, e em 2023 fecharam um contrato de fornecimento de cátodos de 43,8 trilhões de wons entre 2024 e 2028. Em agosto, a EcoPro BM entrou no “Super Eul Project” do Ministério do Comércio, Indústria e Energia da Coreia do Sul, que dá 20 bilhões de wons em apoio ao longo de mais de sete anos. A Samsung SDI fala em 2027 para o estado sólido há alguns anos e testa protótipos numa linha piloto de 6.500 m² em Suwon.
O detalhe que importa para quem tem um Galaxy: a bateria deste acordo é grande, pensada para carros elétricos premium e robôs. A versão para aparelhos do dia a dia é outro projeto, da Samsung Electro-Mechanics. Em setembro de 2024 ela apresentou uma bateria de estado sólido em miniatura, de óxido, com densidade de 200 Wh/L, e em janeiro de 2025 o presidente da empresa falou em produção em massa em 2026, na fábrica de Busan, com os relógios Galaxy Watch, os fones Galaxy Buds e o Galaxy Ring como primeiros candidatos. Até agora a Samsung não confirmou qual Galaxy estreia a tecnologia.

O ganho prometido é de segurança e de espaço. Sem o eletrólito líquido, que pega fogo, a célula aguenta melhor calor e pancada, e pode ser moldada em formatos que não cabem numa bateria comum, como os anéis e as peças curvas que a Samsung Electro-Mechanics mostrou. Em um relógio ou fone, isso pode virar mais horas de uso no mesmo tamanho.
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Oferta · Kabum Samsung Galaxy Buds3 Pro com cancelamento de ruído, Branco Ver oferta →Pelo cronograma divulgado nesta terça, a Samsung SDI e a EcoPro BM querem a bateria de sulfeto em produção comercial em 2027. A Samsung Electro-Mechanics não deu data nova para a versão de wearables desde a meta de 2026 anunciada em janeiro de 2025.
