As duas maiores vendedoras de smartphones do mundo vão fabricar menos aparelhos neste fim de ano, segundo dois jornais asiáticos. O sul-coreano MoneyToday diz que a Samsung pediu um corte de até 30% na produção de celulares para o quarto trimestre. O japonês Nikkei Asia informa que a Apple avisou fornecedores de que vai encomendar pelo menos 15% menos componentes do iPhone 18 Pro e do iPhone 18 Pro Max a partir de outubro. Nenhuma das duas empresas comentou.

Na Samsung, o problema é margem. Memória RAM e armazenamento encareceram desde que os data centers de IA passaram a comprar os mesmos chips em volume, e cada Galaxy S26 Ultra vendido deixa menos lucro do que deixava no começo do ano. Fabricar menos reduz a exposição a esse custo. O lado curioso é que a mesma alta engorda a divisão de semicondutores da empresa: a prévia do terceiro trimestre, divulgada nesta semana, aponta lucro operacional de 107,4 trilhões de won.
Na Apple, o motivo citado é procura. Uma fonte ouvida pelo Nikkei diz que o volume de pedidos desde agosto está mais fraco do que nos anos em que todos os modelos saíam juntos. E saíram menos modelos: neste ciclo a Apple lançou o iPhone 18 Pro, o Pro Max e o dobrável, e deixou o iPhone 18 de entrada e um possível iPhone Air 2 para depois. Com menos aparelhos na vitrine, as encomendas de peças já cairiam de qualquer forma.

Quem pensa em trocar de celular na Black Friday não deve esperar alívio vindo daqui. Menos unidades fabricadas por causa de custo alto é o oposto de estoque sobrando, e a Samsung já reajustou a linha Galaxy S26 no Brasil em 1º de outubro, com aumentos de R$ 300 a R$ 1.300. Se o modelo que você quer está num preço aceitável hoje, esperar dezembro é aposta, não garantia.
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