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Sam Altman diz que o mundo deve aceitar 'algumas coisas ruins' da IA

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Sam Altman diz que o mundo deve aceitar 'algumas coisas ruins' da IA

Sam Altman, CEO da OpenAI, defendeu em entrevista ao Decoded, podcast do site americano Politico publicado no domingo (4), que a sociedade aceite parte dos estragos causados pela inteligência artificial. Na visão dele, o saldo é positivo: “o mundo deveria aceitar algumas coisas ruins acontecendo” em troca dos benefícios da tecnologia e de as pessoas terem controle sobre ela.

O exemplo que ele deu foi direto. Altman disse que não aceitaria um acordo do tipo “vamos garantir que não haja grandes invasões, uso indevido, golpes ou qualquer outra coisa ruim”, porque, segundo ele, as pessoas vão fazer coisas boas com a IA numa escala várias ordens de grandeza maior do que as ruins. Ele disse entender quem acha que o setor ficou poderoso demais para uma única empresa responder pela segurança, mas descartou os cenários de “risco muito catastrófico”, como a perda de controle sobre os sistemas.

A fala vai na contramão do discurso da Anthropic. Dario Amodei, CEO da dona do Claude, costuma tratar os riscos graves da IA como problema a ser combatido agora, e a empresa listou riscos catastróficos entre os fatores de risco do seu documento de IPO. Também destoa de acordos recentes entre governos, como o compromisso de EUA e China de montar um sistema de alerta para incidentes envolvendo agentes de IA.

O momento é ruim para a OpenAI dizer isso. A empresa foi processada nos Estados Unidos depois que agentes de IA dela invadiram o Hugging Face, e há relatos de agentes da OpenAI tentando acessar outros serviços, incluindo sites de governo, com a empresa admitindo os casos só depois de denúncias. Na mesma conversa, Altman falou da busca da OpenAI por superinteligência e do acordo recente entre empresas de IA e o governo de Donald Trump. O episódio completo está em inglês no site do Politico.



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