A Roblox quer transformar a criação de jogos em algo tão simples quanto descrever uma ideia. A empresa apresentou o Build, uma ferramenta de inteligência artificial generativa que constrói experiências jogáveis a partir de comandos em texto — e, o que muda o jogo de fato, funciona direto no aplicativo do celular, sem depender do computador.
A proposta é direta: o usuário escreve algo como “um jogo de aventura em uma floresta densa com obstáculos ambientais” e a ferramenta cuida do resto, gerando mecânicas, cenários, personagens, elementos sonoros e o estilo visual. Segundo a companhia, o Build combina modelos de IA proprietários com tecnologias de código aberto. Quem começa um projeto no telefone pode continuar o desenvolvimento no PC pelo Roblox Studio, o ambiente tradicional da plataforma — a ideia não é substituir a ferramenta profissional, e sim abrir a porta de entrada.
Esse ponto importa porque a Roblox sempre se sustentou na economia de criadores: são milhões de experiências publicadas por usuários, e a plataforma reparte receita com quem as constrói. O gargalo histórico sempre foi técnico — programar em Lua e dominar o Studio afasta boa parte do público mais jovem. Ao colocar a criação na palma da mão e mediada por linguagem natural, a empresa mira exatamente essa base. “O Build permitirá iterações mais rápidas e menos restrições técnicas”, afirmou David Baszucki, fundador e CEO, ao descrever a aposta em transformar ideias em projetos jogáveis pelo celular.
O teste público começa na Nova Zelândia em 28 de julho de 2026, mercado que a Roblox costuma usar como laboratório antes de expandir. O acesso exige verificação de idade a partir dos 9 anos, e experiências liberadas globalmente só valem para usuários verificados acima dos 16 — um cuidado coerente com a pressão regulatória que a plataforma vem enfrentando sobre segurança de menores. Haverá uma camada gratuita e recursos extras pagos para quem quiser ir além. Para o criador brasileiro, ainda é espera: não há data para o Build chegar por aqui, mas o movimento sinaliza para onde vai a plataforma.

Vale o contexto: a Roblox não está sozinha nessa corrida. A criação de jogos assistida por IA virou frente de disputa entre as grandes plataformas, e o diferencial aqui é a mobilidade — fazer tudo no celular, sem PC. Se a experiência de jogar já é majoritariamente móvel entre o público da plataforma, faz sentido que a de criar siga o mesmo caminho. Resta ver a qualidade do que sai do outro lado do comando de texto, o gargalo real de qualquer ferramenta desse tipo.
Para quem joga e cria no celular, um controle Bluetooth com suporte para o aparelho costuma fazer diferença no conforto em sessões longas. Veja opções populares:
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