A Sony voltou a mexer por dentro do PlayStation 5 Slim sem avisar ninguém. O técnico de consoles Modyfikator89 abriu uma unidade da edição limitada de Marvel’s Wolverine (modelo CFI-2116, fabricada em maio de 2026) e encontrou uma placa-mãe com código EDM-051, diferente das que equipavam os Slim anteriores. Ele publicou o achado no X na quarta-feira (30).

A bateria CMOS ficou acessível
A mudança que mais interessa a quem conserta console é a bateria CR2032. Ela guarda data, hora e configurações do sistema, e quando morre pode impedir o PS5 de ligar direito ou de validar jogos digitais comprados na PSN. Nos Slim antigos, trocar essa moeda exigia tirar a placa-mãe inteira da blindagem metálica. A placa EDM-051 adota o mesmo soquete do PS5 Pro, em que a bateria sai e entra sem desmontar quase nada.
Metal líquido mais protegido
O resfriamento também veio do Pro. A Sony usa metal líquido entre o processador e o dissipador desde o primeiro PS5, e técnicos já alertaram para o risco de o material escorrer com o tempo, principalmente em console que é transportado ou sofre trepidação. Na revisão nova, a área exposta do chip é menor e a vedação ao redor ficou mais justa. O dissipador ganhou outro material e ficou mais leve, e a blindagem interna foi simplificada.

Corte de custo no HDMI
O chip que recondiciona o sinal HDMI antes de ele sair para a TV foi trocado por um componente mais novo e mais barato. Segundo o técnico, isso não muda nada na imagem em 4K. Revisões assim são rotina na Sony, que ajusta a produção do console algumas vezes por geração sem lançar modelo novo. Esta passou tão despercebida que o manual que acompanha o Wolverine ainda descreve a troca de bateria do jeito antigo.
Para quem vai comprar agora, não há como escolher a revisão na loja: a numeração CFI-2116 é a única pista na caixa. Os modelos à venda no Brasil:
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