A Proton, conhecida pelos serviços de e-mail e VPN com foco em privacidade, deu um passo importante na sua incursão pela inteligência artificial. A empresa lançou o Lumo 2.0, descrito como a maior atualização do seu assistente desde a estreia, com uma promessa que poucas rivais conseguem fazer: oferecer recursos modernos de IA sem abrir mão da proteção total dos dados do usuário.
A novidade mais visível é a chegada da geração de imagens. O Lumo 2.0 se tornou multimodal, ou seja, passa a entender e produzir tanto texto quanto imagens. Na prática, o usuário pode criar visuais a partir de uma descrição ou de um rascunho, editar imagens existentes e analisar fotos enviadas, tudo dentro da mesma conversa. O ponto que diferencia a Proton da concorrência é que a criptografia de acesso zero se aplica também a esse processamento — segundo a empresa, nem ela própria consegue ver as imagens enviadas ou geradas.

Por trás da interface, a Proton afirma ter dado um salto considerável de desempenho. A versão Lumo 2.0 Lite teria pontuado 127% acima da geração anterior em índices de capacidade, enquanto o Lumo 2.0 Max chegou a 240% de melhora — números que aproximam o assistente dos grandes modelos do mercado, como os que movem o ChatGPT e o Gemini. A atualização também adiciona memória entre conversas, para o assistente lembrar de contextos anteriores, e busca privada na web.
A pegada de privacidade segue sendo o principal argumento de venda. As conversas nunca são registradas em log nem usadas para treinar modelos futuros, e toda a operação roda em infraestrutura europeia, protegida pelas rígidas leis suíças. Em um cenário em que a maioria dos assistentes de IA depende da coleta massiva de dados para melhorar, a aposta da Proton mira um público específico: quem quer usar essas ferramentas sem alimentar as máquinas das grandes empresas de tecnologia. O Lumo 2.0 já está disponível, com os recursos centrais incluídos na versão gratuita.