A Polaroid apresentou a Mod, câmera instantânea pensada para quem quer ir além do “apontar e disparar”. O destaque é um anel giratório ao redor da lente que controla o tempo de exposição e dá acesso a modos criativos que, nas câmeras instantâneas mais simples, simplesmente não existem. O lançamento lá fora está previsto para o início de outubro, por US$ 169,99.

Quatro modos para brincar com a luz
A Polaroid organizou os recursos em quatro modos de captura:
- Light painting: deixa o obturador aberto para registrar rastros de luz, como os de uma lanterna em movimento;
- Dupla exposição: sobrepõe duas cenas diferentes no mesmo quadro;
- Congelamento de movimento: faz uma exposição longa e dispara o flash no fim, criando um borrão com o assunto nítido;
- Foto dividida: expõe metade da imagem de cada vez, usando um acessório que cobre parte da lente (a “demi-lens”).

O foco é fixo, e a câmera trabalha com duas lentes: uma padrão, de 103 mm, e outra para retratos, de 95 mm. Com cerca de 520 g, é mais leve que a Polaroid Flip, lançada antes. A bateria de 750 mAh promete fôlego para até 15 pacotes de filme, e a Mod aceita tanto os cartuchos i-Type quanto os da linha 600.
O papel como resposta à IA
A Polaroid também embalou o lançamento num discurso que está em alta: o de que uma foto impressa, sem cópia digital, fica fora do alcance de ferramentas de inteligência artificial que varrem a internet em busca de imagens para treinar modelos. Não é um recurso técnico da câmera — é a própria natureza do filme instantâneo —, mas a marca aposta que esse argumento conversa com quem anda desconfiado de postar tudo nas redes.
No Brasil, a Polaroid Mod ainda não tem preço nem data. Quem quer uma Polaroid hoje encontra a linha Now, de foco automático, no varejo nacional — a Polaroid Now Geração 3 é a mais recente.
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