Depois de semanas de teasers, a POCO finalmente confirmou a data do M8 Power: o celular será apresentado no dia 4 de agosto, ao meio-dia no horário local, com venda inicial na Índia pelo Flipkart. E o destaque, como o nome já entrega, é a bateria — 8.000 mAh, um número que até pouco tempo atrás era coisa de aparelho robusto ou de nicho, e que agora vira argumento de linha intermediária.
A marca também já liberou boa parte da ficha técnica. São 6,9 polegadas de tela AMOLED com 120 Hz de taxa de atualização e brilho anunciado em até 1.800 nits, processador Snapdragon 4 Gen 4, câmera principal de 50 MP com processamento assistido por IA e frontal de 8 MP. O carregamento é de 45 W com fio, e há certificação IP65 contra poeira e respingos. O software sai de fábrica com Android 16 sob a interface HyperOS 3, com promessa de quatro atualizações de sistema e seis anos de correções de segurança.

O que essa bateria realmente significa
A POCO afirma que os 8.000 mAh entregam até três dias de uso, número que na prática depende muito de brilho, rede e tempo de tela — mas mesmo com ressalvas, é uma diferença estrutural em relação aos 5.000 mAh que dominaram o mercado por anos. O que tornou isso possível foram as baterias de silício-carbono, uma química que empacota mais energia no mesmo volume físico. É a mesma tecnologia que apareceu primeiro em topos de linha chineses e que agora desce rápido para a faixa intermediária.
Vale um alerta sobre o restante da configuração: o Snapdragon 4 Gen 4 é um chip de entrada, e o aparelho usa memória LPDDR4X com armazenamento UFS 2.2. Ou seja, a promessa aqui é autonomia e tela boa, não desempenho bruto. Quem procura fluidez em jogos pesados vai encontrar propostas melhores na mesma faixa de preço — e é justamente por isso que a POCO segmenta essa família com o sufixo “Power”.

E no Brasil?
Nada foi confirmado. A POCO tem histórico de trazer parte da linha M ao país com alguns meses de atraso e configurações levemente diferentes, mas por enquanto o M8 Power é um lançamento indiano. Publicações especializadas apontam que o aparelho deve ser uma releitura de um Redmi já apresentado na China — algo que a Xiaomi faz com frequência para adaptar modelos a cada mercado. Como a empresa não confirmou, o dado segue no campo do rumor.
Para quem não quer esperar, o catálogo da POCO já disponível por aqui cobre necessidades parecidas: o POCO M8 5G ocupa a mesma faixa da família M, enquanto o M7 Pro 5G aposta em tela AMOLED de 120 Hz por um preço mais baixo.
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A tendência é clara: bateria virou o novo campo de disputa no intermediário, agora que câmera e tela já se nivelaram bastante nessa faixa. Se a POCO conseguir entregar os três dias prometidos sem esquentar nem engordar demais o aparelho, o M8 Power tem um argumento difícil de ignorar.