A Xiaomi oficializou a linha POCO F9, e o recado é o de sempre na submarca: ficha técnica de topo de linha por um preço abaixo do que Samsung e Apple cobram. São dois aparelhos, POCO F9 Pro e POCO F9 Ultra, e a diferença entre eles vai bem além do tamanho da tela.

O Ultra é o carro-chefe. Ele traz painel AMOLED HyperRGB de 6,9 polegadas com 185 Hz de taxa de atualização e pico de 10.000 nits, Snapdragon 8 Elite Gen 5, bateria de 8.050 mAh com 100 W com fio e 50 W sem fio, além de um conjunto de câmeras com sensor principal de 200 MP, periscópica de 50 MP com zoom óptico de 5x, ultrawide de 50 MP e frontal de 32 MP. O sistema de som é 2.1 assinado pela Bose, e a certificação é IP68.

O Pro corta o tamanho para 6,59 polegadas, mantém os 185 Hz e usa a variante Snapdragon 8 Elite Gen 5V. A bateria cai para 6.330 mAh, com o mesmo carregamento de 100 W com fio e 50 W sem fio, e a câmera troca a periscópica por uma teleobjetiva de 50 MP, com ultrawide mais modesta de 8 MP. Os alto-falantes estéreo também são da Bose. Nos dois casos, a Xiaomi promete quatro atualizações de versão do Android e cinco anos de correções de segurança — prazo que já foi exclusividade de Samsung e Google.
Os preços anunciados são internacionais: o F9 Pro parte de US$ 699 na configuração de 12 GB e 256 GB, chegando a US$ 769 na de 512 GB. O F9 Ultra começa em US$ 799, passa por US$ 949 na versão de 16 GB e 512 GB e vai a US$ 1.199 no modelo de 1 TB. Europa e Estados Unidos estão confirmados; o Brasil, não. Vale lembrar que conversão direta não funciona por aqui: com impostos e margem do varejo, um aparelho de US$ 799 costuma custar bem mais do que o câmbio sugere na prateleira nacional.
Para quem não quer esperar, o caminho ainda é a geração atual da marca, que já circula no varejo brasileiro. O POCO X8 Pro Max é o topo disponível hoje, com um salto grande de bateria e tela em relação aos intermediários — e sem a espera indefinida por um lançamento global chegar ao país.
Onde comprar:

O contexto ajuda a entender a jogada. A POCO nasceu justamente para brigar por ficha técnica em faixas de preço menores, e nos últimos anos foi empurrando o padrão para cima: tela mais rápida, bateria maior e carregamento mais veloz do que a média dos rivais diretos. Colocar 185 Hz, 200 MP e mais de 8.000 mAh num aparelho que custa menos que um topo de linha tradicional é a continuação dessa estratégia — e pressiona quem cobra bem mais por especificações parecidas.