Quem adiou a troca da placa de vídeo neste ano tomou a decisão errada. Um levantamento do site TechSpot, que acompanha preços trimestrais de GPUs em vários países, mostra que o varejo brasileiro registrou altas de até 24% nos últimos meses — e que o movimento não dá sinal de arrefecer. A comparação usa preços de fevereiro, julho e agosto, com foco no salto entre os dois últimos meses.
No segmento de entrada, o mais popular entre os jogadores brasileiros, o estrago foi menor: a GeForce RTX 5050 subiu 5%, de R$ 1,9 mil para R$ 2 mil. Logo acima, RTX 5060, RTX 5060 Ti nas versões de 8 GB e 16 GB e Radeon RX 9060 XT de 8 GB avançaram entre 8% e 10%, com médias de R$ 2,1 mil para a RTX 5060 e picos de R$ 4,1 mil na RTX 5060 Ti de 16 GB. A Intel Arc B570 ficou 15% mais cara no mesmo intervalo.

O golpe mais duro veio no meio da tabela. A Radeon RX 9060 XT de 16 GB pulou de R$ 2,8 mil para R$ 3,4 mil, alta de 21%. A RTX 5070 ficou 12% mais cara em um único mês, a RX 9070 subiu 16% e a RX 9070 XT lidera a lista com 24%, saindo de R$ 4 mil para R$ 4.960. RTX 5070 Ti e RTX 5080 tiveram reajustes mais contidos, de 6% e 11%.
No topo, a GeForce RTX 5090 segue como a placa mais cara do mercado e uma das que mais subiram: a média foi de R$ 22 mil para cerca de R$ 27 mil, com versões premium como a Lightning Z da MSI batendo em R$ 50 mil. O dado mais revelador do levantamento, porém, é internacional: nos Estados Unidos a RTX 5090 está sendo vendida por US$ 4.900, contra US$ 1.999 de preço sugerido — 145% acima do que a Nvidia estipulou.
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O pano de fundo é conhecido de quem acompanha o setor: a demanda por memória e capacidade de fabricação puxada por data centers de IA encareceu componentes ao longo de toda a cadeia, e a placa de vídeo de quem joga acabou virando a última da fila. O levantamento projeta continuidade da alta até o fim de 2026 e mais pressão em 2027 — cenário em que a estratégia de esperar por uma queda de preço tem se mostrado, mês após mês, a mais cara de todas.
