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Startup apoiada por Eric Trump produz robô humanoide de combate para guerras

A ideia de mandar máquinas no lugar de pessoas para a linha de frente deixou de ser hipótese distante e virou pitch de startup com contrato assinado. A Foundation Future Industries, fundada em 2024 e comandada por Sankaet Pathak, desenvolve o Phantom MK1, um robô humanoide desenhado para assumir missões de alto risco no lugar de soldados. Entre as funções pretendidas estão logística, reconhecimento e, no ponto mais delicado do projeto, combate armado.

O que separa a empresa de outras apostas em robótica militar é a combinação de acesso político e estrutura já existente. Eric Trump, filho do presidente Donald Trump, aparece como investidor e principal porta-voz do negócio. A companhia também opera contratos ativos com o Pentágono, herdados da aquisição da Boardwalk Robotics e do IHMC — instituições com histórico consolidado em pesquisa de robôs bípedes, o que encurta consideravelmente o caminho entre protótipo e entrega.

O Phantom MK1 foi projetado para missões de logística, reconhecimento e combate

A empresa afirma que o Phantom MK1 já passou por testes de campo com forças ucranianas. É uma informação relevante, mas convém tratá-la com cautela: não há confirmação independente sobre o que exatamente foi testado, em que condições, nem se houve emprego em combate real. Pathak, por sua vez, minimiza os cenários apocalípticos que costumam acompanhar o tema e trata as objeções como exagero — enquanto reconhece que os desafios técnicos seguem grandes, de autonomia de bateria a navegação em terreno irregular e integração de sistemas de armas.

Para o leitor brasileiro, a notícia importa menos pelo robô em si e mais pelo precedente que ele ajuda a firmar. A discussão internacional sobre armas autônomas letais — travada há anos na ONU sem acordo vinculante — vinha se apoiando na premissa de que esses sistemas ainda estavam a alguma distância do campo de batalha. Startups com contrato federal, investidor influente e teste em zona de conflito encurtam esse prazo. E, como costuma acontecer em tecnologia militar, o debate regulatório tende a chegar depois que o equipamento já está em operação.



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