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Paint.NET finalmente roda no Linux, mas com uma ressalva importante

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Paint.NET finalmente roda no Linux, mas com uma ressalva importante

O Paint.NET, editor de imagens que há duas décadas ocupa o espaço entre o Paint do Windows e ferramentas pesadas como Photoshop e GIMP, começou a dar seus primeiros passos no Linux. A ressalva do título não é detalhe: neste momento, o que existe se parece muito mais com um experimento do que com um lançamento de software.

A iniciativa partiu do próprio criador do programa. Em fóruns oficiais da ferramenta, Rick Brewster descreveu o desenvolvimento atual para o sistema como improviso — um trabalho “vibe-coded”, nas palavras dele, sustentado com bom humor na máxima do “confia”. É uma sinceridade rara em anúncio de software, e serve como calibragem honesta de expectativa.

Wine, versão portátil e paciência

Na prática, rodar o editor no Linux exige a camada de compatibilidade Wine. E a instalação não é o processo de alguns cliques que o usuário de distribuição moderna espera: o instalador padrão do Paint.NET não funciona, o que obriga o uso da versão portátil do programa.

Ou seja, quem quiser testar precisa configurar o Wine, baixar o pacote portátil e montar o ambiente à mão. Nada disso é inédito para quem já roda aplicativos Windows no Linux, mas é bem longe do “instala e usa” que a manchete pode sugerir.

Por que isso ainda é relevante

O interesse aqui é menos técnico e mais de ecossistema. O Paint.NET é gratuito, leve e tem um público fiel que nunca migrou para o GIMP justamente por causa da curva de aprendizado — e esse é exatamente o perfil de usuário que trava na hora de trocar o Windows pelo Linux, porque o programa do dia a dia não vem junto. Cada aplicativo popular que passa a rodar, mesmo com remendo, reduz um pouco esse atrito.

Também importa que o movimento tenha partido do desenvolvedor, e não da comunidade. Suporte não oficial a Windows-apps no Linux existe há anos; o que muda quando o autor se envolve é a chance de os problemas de compatibilidade serem tratados no código do próprio programa, em vez de contornados por fora. Ainda é cedo para chamar isso de porte para Linux — mas é mais do que existia na semana passada.



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