A Oura abriu mais um processo contra a Ultrahuman nos Estados Unidos. O alvo agora é o Ring Pro, anel inteligente mais recente da rival, e o objetivo é que ele deixe de ser vendido no país. A ação foi protocolada em um tribunal federal no Texas e afirma que o produto infringe duas patentes da Oura: uma ligada ao design do anel e outra ao hardware interno.
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As duas empresas já se enfrentaram na Justiça. No ano passado, a Oura venceu uma disputa de patente que tirou o Ring Air, até então o principal anel da Ultrahuman, das prateleiras americanas. A Ultrahuman respondeu com um modelo novo, o Ring Pro, que tem sensor de frequência cardíaca redesenhado e bateria de até duas semanas, segundo a fabricante.
O argumento do novo processo repete o do primeiro. Para a Oura, o anel da concorrente usa soluções protegidas por patentes dela, tanto na forma externa quanto nos componentes de dentro. O caso está no começo: não há decisão nem calendário de julgamento divulgado.
Por que a Oura insiste
A Oura, empresa finlandesa, popularizou o anel com sensores de sono, temperatura e batimentos e hoje vende o Oura Ring 4, que depende de assinatura mensal para liberar boa parte das análises do app. A Ultrahuman, da Índia, entrou na categoria depois, com a proposta de não cobrar assinatura. Para quem compra, essa diferença pesa mais do que qualquer detalhe de sensor.
Tirar a rival do mercado americano pela via judicial funcionou uma vez. A Oura tenta repetir a estratégia com o sucessor, e um redesenho de sensor e bateria não bastou para afastar a acusação. Se a Justiça der razão à Oura de novo, a Ultrahuman terá perdido dois produtos seguidos no mesmo país, o que deixa pouco espaço para lançar um terceiro sem mudar o projeto de forma mais profunda.
E para quem está no Brasil
Uma decisão de tribunal americano vale para o mercado dos EUA. A disputa não trata de vendas em outros países, e anéis inteligentes como esses costumam chegar ao Brasil por importação ou por vendedores em marketplaces. Na prática, quem pensa em trazer um Ring Pro de loja americana ainda encontra o produto à venda enquanto a ação tramita. Minha leitura: se a ideia é comprar pensando em uso por vários anos, vale acompanhar o caso antes, porque um bloqueio nos EUA tende a afetar estoque e reposição vindos de lá.
Quem quer um anel sem esse risco tem outras opções, como o próprio Oura Ring 4 ou o Galaxy Ring, da Samsung, que não estão envolvidos na briga.
A ação contra o Ring Pro corre em um tribunal federal do Texas e cita duas patentes da Oura. Até a publicação deste texto, não havia decisão sobre o pedido de retirada do produto.
