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OpenAI propõe ceder 5% da empresa ao governo dos Estados Unidos

A OpenAI, criadora do ChatGPT, iniciou conversas para ceder 5% da empresa ao governo dos Estados Unidos, segundo informações reveladas em 2 de julho de 2026. A proposta partiu do próprio CEO Sam Altman e de outros executivos, e faz parte de um arranjo mais amplo em que Washington passaria a deter uma fatia de cada uma das principais desenvolvedoras de IA do país — o que poderia incluir nomes como Anthropic, Google e Meta, ainda que não esteja claro se essas empresas topariam a ideia.

Os números impressionam pela escala. Depois de fechar uma rodada recorde de captação em março de 2026, a OpenAI foi avaliada em cerca de US$ 852 bilhões. Isso significa que uma participação de 5% valeria por volta de US$ 42,6 bilhões — um dos maiores aportes indiretos já cogitados entre um governo e uma empresa privada de tecnologia. A conversa, no entanto, não é nova: Altman teria apresentado a proposta ao governo Trump ainda em 2025, e as tratativas se arrastam há mais de um ano.

A ideia central é usar essa fatia para semear algo que a OpenAI chama de “fundo de riqueza pública”, apresentado em uma proposta de política da empresa em abril. Na visão da companhia, o fundo investiria em ativos diversificados de longo prazo e permitiria que os cidadãos comuns participassem dos ganhos gerados pela expansão da inteligência artificial, eventualmente recebendo parte dos retornos de forma direta. É uma tentativa de responder a uma crítica cada vez mais forte: a de que os enormes lucros da IA tendem a se concentrar em poucas mãos.

Sam Altman, CEO da OpenAI, em encontro oficial

Há também leitura política no movimento. Ao oferecer uma participação ao governo, a OpenAI busca aliviar a pressão regulatória crescente em Washington e se blindar em um ambiente que discute cada vez mais o poder concentrado das gigantes de IA. Para o leitor brasileiro, o caso é um termômetro de como a relação entre Estado e empresas de inteligência artificial deve se redesenhar nos próximos anos — um debate que também chegará ao Brasil à medida que a regulação da IA avança por aqui.

Retrato oficial de Donald Trump, presidente dos EUA



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