A OpenAI deu mais um passo em direção à abertura de capital. Em reunião realizada na última terça-feira com funcionários, a diretora financeira Sarah Friar afirmou que a empresa “será uma companhia de capital aberto em 2027” — e acrescentou que a chegada à bolsa pode acontecer antes disso se o crescimento continuar no ritmo atual. A informação foi divulgada pela CNBC com base em duas pessoas presentes no encontro.
Friar resumiu a postura da empresa em uma frase: “O IPO não é uma linha de chegada, é um marco.” O comentário reforça que a listagem pública é vista internamente como um passo numa jornada maior, não como o destino final. Os números que embasam esse otimismo são expressivos: no segundo trimestre de 2026, a receita chegou a US$ 6,7 bilhões, alta de 18% em relação ao trimestre anterior, com o segmento corporativo crescendo 50%. A receita anualizada já ultrapassa US$ 40 bilhões.

O contexto competitivo pesa na decisão. A rival Anthropic — criadora do Claude — também protocolou recentemente seu pedido de IPO e vem registrando números impressionantes, com receita anualizada estimada em US$ 65 bilhões no fim de julho. As duas empresas travam uma disputa não apenas por usuários e contratos, mas também pelo timing de chegada ao mercado público, já que a primeira a se listar pode ter vantagem na captação de recursos para bancar data centers, chips e o treinamento de modelos cada vez maiores.
Para o usuário brasileiro que já usa ChatGPT no dia a dia, a abertura de capital significa maior transparência financeira sobre a empresa por trás da ferramenta — e possivelmente mais pressão por resultados que podem moldar as prioridades de produto nos próximos anos. A OpenAI é atualmente avaliada em US$ 852 bilhões, valuation que a coloca entre as empresas mais valiosas do mundo sem ações em bolsa.
