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OpenAI lança Astra for Law, versão do GPT-6 Astra feita para escritórios de advocacia

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OpenAI lança Astra for Law, versão do GPT-6 Astra feita para escritórios de advocacia

A OpenAI apresentou na quinta-feira (17) o Astra for Law, uma adaptação do GPT-6 Astra pensada para bancas de advocacia e empresas de tecnologia jurídica. É mais um passo da companhia na estratégia de vender versões verticais do seu modelo mais recente, em vez de oferecer apenas um chatbot genérico para todo mundo.

O que muda em relação ao GPT-6 Astra

O diferencial mais concreto é o Legal Search Index, um mecanismo de busca próprio que cobre mais de 230 milhões de páginas de material jurídico dos Estados Unidos e se apoia no acervo aberto do Free Law Project. Em vez de garimpar a web aberta, o modelo consulta primeiro decisões, leis e documentos primários.

O segundo ponto é sigilo, requisito básico em qualquer escritório. A plataforma roda em regime de retenção zero de dados: prompts, arquivos enviados e respostas não ficam guardados nos servidores da OpenAI nem entram no treino de modelos futuros. Completam o pacote 26 plugins voltados ao setor, entre eles integrações com Relativity e Clio, e a liberação geral do ChatGPT dentro do Word, para que a IA edite minutas direto no documento.

Precisão ainda é o calcanhar de Aquiles

A própria OpenAI divulgou números que mostram o limite da ferramenta. No Legal Research Bench, avaliação da Vals AI, o Astra for Law passou em 54% dos itens; o GPT-6 Astra comum, com pesquisa na web, ficou em 38,7%. É um salto grande, mas significa que quase metade das respostas ainda falha no teste. Em outro recorte, a IA acertou 54% dos trechos mais relevantes de decisões judiciais.

Para o leitor brasileiro, a novidade tem alcance limitado por enquanto: a base de busca é centrada no direito americano, e o acesso está restrito a escritórios convidados pelo programa Trusted Access, no ChatGPT e no Codex. No seletor de modelos, ele aparece como “GPT-6 Astra Law”. A API fica para uma segunda fase.

Por que importa

O setor jurídico virou um dos principais campos de disputa das empresas de IA, e casos de advogados punidos por citar jurisprudência inventada por chatbots se multiplicaram nos últimos anos, inclusive no Brasil. Uma ferramenta que busca em fontes primárias e não retém dados ataca justamente as duas maiores objeções do setor, mas a taxa de acerto divulgada deixa claro que a revisão humana segue indispensável.



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