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Ookla: dobráveis baixam mais rápido que celulares comuns, mas esquentam mais; Galaxy Z Fold8 Ultra é o mais quente

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Ookla: dobráveis baixam mais rápido que celulares comuns, mas esquentam mais; Galaxy Z Fold8 Ultra é o mais quente

A chegada do iPhone Duo, primeiro dobrável da Apple, apresentado em 9 de setembro e com vendas a partir do mês que vem, fez a Ookla abrir sua base de dados do Speedtest para responder a uma pergunta simples: celular que dobra é pior ou melhor que um celular comum no uso do dia a dia? A resposta, publicada nesta segunda-feira (21), é que ele costuma ser mais rápido na rede móvel, mas também mais quente.

Comparação justa: mesmo chip, formato diferente

Para evitar comparar coisas diferentes, a Ookla colocou cada dobrável contra um “controle”: um celular tradicional da mesma marca com o mesmo processador e modem. O Galaxy Z Fold8 e o Fold8 Ultra, por exemplo, foram medidos contra o Galaxy S26 Ultra; o Pixel 10 Pro Fold, contra o Pixel 10 Pro XL. A análise olhou seis aparelhos nos EUA entre maio e agosto de 2026, sempre na mesma operadora.

Nos números de download, upload e perda de pacotes, o Fold8 e o Fold8 Ultra se destacaram positivamente sobre o S26 Ultra. A exceção foi o Galaxy Z Flip6, que ficou atrás do seu par, o Galaxy S24 Ultra, provavelmente por ter um corpo bem menor e componentes internos diferentes.

A qualidade do sinal (medida pelo SINR, que indica quão “limpo” o sinal chega) contou outra história: os dobráveis ficaram levemente abaixo dos controles. O Flip6 teve a pior média, mas se saiu melhor que o seu par quando a rede estava ruim. A própria Ookla lembra que as diferenças são de fração de decibel e não mudam a experiência na prática.

Galaxy Z Fold8 Ultra fechado na mão, visto pela traseira

O preço é o calor

Na temperatura da bateria, o padrão é claro: dobráveis rodam mais quentes. O Flip6 foi o mais quente de todos em relação ao controle. Entre os Fold, a evolução foi em zigue-zague: o Fold7 chegou a ficar mais frio que o seu par, mas o Fold8 (+0,18 °C) e o Fold8 Ultra (+0,34 °C) voltaram a esquentar, e o Ultra é o mais quente de todas as gerações medidas. A Ookla aponta o corpo mais fino e a ausência de câmara de vapor como possíveis explicações. Mesmo assim, nenhum deles chegou perto do ponto em que o Android começa a reduzir o desempenho para esfriar.

Nicho que ainda cresce devagar

Os dobráveis responderam por cerca de 1,4% dos testes feitos com smartphones no mundo em 2026. A adoção varia muito: quase 10% na Coreia do Sul, sede da Samsung, 3% nos EUA e menos de 1% na Alemanha. A Samsung domina, com 76,2% das amostras de dobráveis e oito dos dez modelos mais usados, com o Galaxy Z Fold7 sozinho perto de um quarto do total. O formato “livro” representa três de cada quatro dobráveis; o “passaporte”, mais largo, adotado pelo Fold8 e pelo iPhone Duo, ainda soma só 3,3%.

A Ookla também percebeu que o interesse sobe forte logo após cada lançamento e depois estabiliza, sinal de que a categoria ainda depende de entusiastas. Para o iPhone Duo, que custa a partir de US$ 1.999 nos EUA, o desafio é justamente romper essa barreira. Para quem está no Brasil e quer um dobrável hoje, a referência continua sendo a linha Galaxy Z Fold da Samsung.

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