O mercado global de smartphones encolheu 20% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da consultoria Omdia: entre julho e setembro, as fabricantes enviaram 254,7 milhões de aparelhos ao varejo. É o menor volume para um terceiro trimestre desde 2013. Na mesma janela de 2025, o número ficou perto de 318 milhões. A causa apontada pela consultoria é a alta no preço dos celulares.
Samsung e Apple quase empatadas
A Samsung manteve o primeiro lugar com 57,8 milhões de unidades, uma queda de 5%. A Apple ficou 1,3 milhão atrás, com 56,5 milhões de iPhones, e foi a única do top 5 sem recuo: o volume ficou estável. Juntas, as duas responderam por cerca de 45% de tudo o que foi enviado no trimestre.
O estrago maior ficou com as chinesas. A Xiaomi, em terceiro, despachou 30,7 milhões de aparelhos, 29% a menos que um ano antes. A Oppo enviou 23,4 milhões e caiu 39%. A vivo fechou o ranking com 19,3 milhões e queda de 33%. Essas marcas vivem de modelos intermediários e de entrada, onde a margem é menor. Por isso sentem primeiro quando o custo de produção sobe e o consumidor segura a compra.
Memória cara e catálogo menor
A Omdia liga a retração à escassez de componentes, que já dura vários trimestres. Para proteger a margem, as fabricantes estão concentrando esforço nas faixas mais lucrativas, reduzindo o número de modelos à venda e mexendo nas configurações de RAM e armazenamento. Um exemplo concreto é a linha Pixel 11, que chegou com menos memória em algumas versões do que o Pixel 10.
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Oferta · Amazon Apple iPhone 17 Pro (256 GB) - Azul intenso Ver oferta →O quadro repete o que se viu no segundo trimestre, que também havia registrado o pior resultado para o período desde 2013. E não é exclusivo dos celulares: as vendas de PCs caíram 20,1% no terceiro trimestre, segundo a IDC. A própria Samsung já projetou que a falta de memória vai piorar em 2027, o que torna improvável uma virada nos próximos meses.
O que muda para quem compra no Brasil
Aqui, o efeito aparece de dois jeitos. O primeiro é no preço, já que o custo maior de memória chega ao consumidor somado ao câmbio e aos impostos. O segundo é na prateleira: com catálogos enxutos, versões com mais armazenamento tendem a sumir antes, e modelos de entrada podem ser lançados com especificações mais modestas que os antecessores.
Na prática, quem precisa trocar de celular agora tem pouco motivo para esperar uma queda de preço até o fim do ano. Se um modelo com a memória que você quer aparecer em promoção na Black Friday, em 27 de novembro, vale fechar a compra; a tendência apontada pelos números da Omdia é de oferta menor e aparelhos mais caros em 2027.
