Depois de dias de vazamento e testes improvisados por modders, a Nvidia finalmente oficializou o DLSS 5. A tecnologia chega em 3 de setembro, e o título de estreia é o NBA 2K27 — justamente o jogo cujo acesso antecipado deixou a biblioteca da nova versão escapar antes da hora.
O ponto que mais deve incomodar quem já tem um PC gamer montado é o suporte. O DLSS 5 fica restrito às GeForce RTX 50, incluindo as versões para notebook, e ao serviço de nuvem GeForce NOW. Ou seja: nem mesmo uma RTX 4090, que continua sendo uma das placas mais caras já vendidas no Brasil, entra na lista oficial. Modders conseguiram rodar a biblioteca em GPUs da geração anterior, mas com desempenho limitado, artefatos visuais e cintilação — nada que se pareça com suporte de verdade.

A Nvidia também divulgou os primeiros números próprios. Em NBA 2K27 a 2560×1440, uma RTX 5070 apareceu com média de 262 fps, enquanto a RTX 5090 chegou a 594 fps. Impressiona até você olhar a letra miúda: as medições foram feitas com Multi-Frame Generation ligado, tecnologia que insere quadros gerados por IA entre os renderizados. Isso mistura duas coisas diferentes no mesmo gráfico e torna impossível saber quanto do ganho vem do DLSS 5 em si.

Pelos dados da própria empresa, o custo bruto de processamento do DLSS 5 gira em torno de 50% a 60% — bem mais pesado que o das versões anteriores. A Nvidia afirma ter melhorado o desempenho da tecnologia em cinco vezes desde março e diz que a otimização continua até o lançamento. É um número que explica tanto a exclusividade quanto o ceticismo: uma técnica assim exige hardware específico, e é essa exigência que empurra a atualização de placa.

Para o jogador brasileiro, a conta é direta. O DLSS deixou de ser um detalhe de configuração e virou o principal argumento de venda das GeForce — e cada geração que trava a novidade na linha mais nova encurta, na prática, a vida útil de placas que custam vários milhares de reais. Quem comprou uma RTX 40 há pouco tempo assiste de fora a mais um ciclo.
Onde comprar:
