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NotebookLM ganha Gemini 3.5 e vira assistente de pesquisa com agentes de IA

O NotebookLM, ferramenta de pesquisa do Google que organiza e resume documentos do usuário, recebeu sua atualização mais ambiciosa até aqui. A novidade combina o modelo Gemini 3.5 com uma nova arquitetura de raciocínio chamada Antigravity e, com isso, deixa de ser apenas um assistente de leitura para se aproximar de um verdadeiro “escritório de IA”: agora ele descobre fontes, executa código e produz documentos prontos a partir do material que você reúne.

Na prática, a mudança ataca duas das maiores limitações da versão anterior. A primeira é a descoberta de fontes: o NotebookLM passa a sugerir materiais relacionados, buscar informações de apoio na web e ajudar a montar a base de pesquisa antes mesmo de você terminar de reunir os documentos. A segunda é a capacidade de agir sobre esse conteúdo — cada caderno ganha acesso a um computador na nuvem capaz de escrever e rodar código, com mais de cem “habilidades” embutidas para analisar dados e cruzar informações.

O NotebookLM agora gera relatórios, planilhas, apresentações e gráficos a partir das suas fontes

A consequência mais visível disso são os novos formatos de saída. Em vez de devolver só um resumo ou o já conhecido podcast em áudio, a ferramenta agora monta relatórios em PDF, planilhas, apresentações de slides, conjuntos de dados estruturados, gráficos, imagens e documentos em markdown — tudo derivado das fontes que o usuário enviou. Para estudantes, pesquisadores e profissionais que vivem afogados em PDFs, é a diferença entre “ler por você” e “trabalhar por você”.

O Google afirma que a versão turbinada superou a anterior em mais de 65% das comparações nas suas cinco dimensões principais de avaliação. Por enquanto, os recursos com agentes de IA estão sendo liberados de forma gradual para assinantes do Google AI Ultra e para clientes elegíveis do Workspace — ou seja, ainda não chega a todo mundo de imediato. Mas o movimento deixa claro o rumo que o Google quer dar à ferramenta no Brasil e no mundo: transformar o NotebookLM no centro de gravidade do trabalho de pesquisa, e não em mais um chatbot.



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