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Nintendo Switch: Macronix deixa produção de chips de cartucho e pode encarecer jogos físicos

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Nintendo Switch: Macronix deixa produção de chips de cartucho e pode encarecer jogos físicos

A Macronix, empresa de Taiwan que fabrica os chips de memória ROM usados nos cartuchos do Nintendo Switch e do Switch 2, vai sair aos poucos desse negócio. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (4) pelo analista David Gibson. Segundo ele, a fabricante não vai desenvolver novos produtos de ROM, e o terceiro trimestre de 2026 é o último em que as vendas dessa divisão aparecem separadas nos resultados da empresa. A capacidade das fábricas será redirecionada para outros tipos de memória de armazenamento.

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O que muda nos cartuchos

A ROM é uma memória somente de leitura. É nela que fica gravado o conteúdo do cartão de jogo, e é desse chip que o console lê os dados quando você encaixa o cartucho. Todo jogo físico vendido para os dois consoles da Nintendo depende de uma peça desse tipo.

A produção não para. A Nintendo trabalha com outros fornecedores de memória, então os cartuchos continuam saindo das fábricas. O problema é outro: com um parceiro grande a menos, sobram menos empresas disputando o contrato, e a Nintendo perde margem para negociar preço e volume. Em um momento de demanda alta, isso pode virar atraso de abastecimento ou custo maior por unidade.

E o preço dos jogos?

Por enquanto, nada mudou. Nem a Nintendo nem as distribuidoras anunciaram reajuste nos jogos físicos por causa da saída da Macronix. O que existe é a pressão sobre o custo de fabricação, que pode ou não chegar à prateleira nos próximos meses.

O cartucho já é a mídia mais cara de produzir entre os consoles atuais, e isso tem efeito prático. No Switch 2, parte das produtoras já adota os chamados game-key cards, cartões que trazem só uma chave de acesso e exigem baixar o jogo inteiro da loja digital. Se o chip de memória encarecer, a tendência mais provável é ver mais lançamentos nesse formato, e não necessariamente um aumento imediato na etiqueta.

Por que importa no Brasil

Aqui a mídia física tem um peso que vai além da coleção. Ela permite revender, trocar e emprestar, e o mercado de jogos usados é uma forma comum de reduzir o gasto com títulos que chegam com preço atrelado ao dólar. Qualquer encarecimento na produção do cartucho tende a aparecer primeiro nos lançamentos importados.

Se você prefere jogo físico, não há motivo para antecipar compras agora: o efeito da mudança ainda depende de como a Nintendo vai redistribuir os pedidos entre os fornecedores que restam. O próximo indicador concreto é o balanço da Macronix referente ao terceiro trimestre de 2026, o último com a divisão de ROM informada separadamente.



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