
As vendas do Nintendo Switch 2 sofreram uma freada brusca no Japão logo após o reajuste de preço entrar em vigor. De acordo com os números de varejo acompanhados semanalmente no país, o console vendeu por volta de 31,7 mil unidades na primeira semana com os valores mais altos — uma queda de mais de 87% em relação ao pico registrado pouco antes do aumento, quando o aparelho chegou a marcar cerca de 247,9 mil unidades.
A leitura mais provável para esse tombo não é uma rejeição repentina ao console, e sim o efeito clássico de antecipação de compra. Sabendo que o preço subiria, muitos consumidores japoneses correram para garantir o aparelho ainda na faixa antiga, inflando os números das semanas anteriores e secando a demanda imediata depois da virada. É um padrão que já se viu em outros lançamentos de hardware quando um reajuste é anunciado com antecedência.
O aumento atingiu em cheio a versão de mercado interno do Switch 2, vendida apenas no Japão e com idioma travado: o preço saltou de cerca de ¥49.980 para ¥59.980. A Nintendo justificou os reajustes — que também afetaram outras regiões ao longo do ano — citando o câmbio desfavorável e a pressão de custos sobre componentes, e já havia avisado investidores de que esperava um período de vendas mais fracas após a mudança.
Mesmo com a queda semanal, o Switch 2 seguiu na liderança do ranking de consoles no Japão e acumula vários milhões de unidades desde o lançamento, o que mantém a plataforma em ritmo saudável no longo prazo. Para o público brasileiro, o episódio serve de alerta sobre como a política de preços da Nintendo vem ficando mais agressiva — algo que costuma se refletir, com alguma defasagem, nos valores praticados por aqui, onde o console já chega caro por conta de impostos e câmbio.
Onde encontrar o Switch 2 e acessórios: