A Nintendo não pretende deixar de vender jogos físicos para o Switch 2. A garantia foi dada por Bill van Zyll, vice-presidente e gerente geral da empresa na América Latina, em entrevista ao canal Coelho no Japão gravada durante a Brasil Game Show 2026, em São Paulo.
O executivo descartou deixar o formato físico de lado e lembrou que o público da Nintendo gosta de ter a caixa na estante. Segundo ele, a Nintendo decide o formato de distribuição olhando para o que o consumidor prefere, e o Switch 2, que completou um ano no mercado em junho, foi projetado para conviver com cartucho e loja digital.

Cartucho nem sempre traz o jogo
A fala não resolve a principal reclamação de quem coleciona. Parte dos lançamentos físicos do Switch 2 sai como Game-Key Card, um cartão que só serve de licença: o jogo precisa ser baixado da internet na primeira vez, e o cartão tem de estar no console para rodar. Na prática, quem compra a caixa não tem o jogo guardado no cartucho, e a revenda ou o uso daqui a dez anos dependem dos servidores da Nintendo. O executivo não falou sobre mudanças nesse formato.
Sony vai pelo caminho oposto
A declaração contrasta com o plano da Sony para o PlayStation. A dona do PlayStation avisou que vai fabricar menos discos a partir de 2028 e, depois da repercussão, esclareceu que a queda seria de 10%, não de 90%. O canal Moore’s Law is Dead, do YouTube, afirmou que a Sony mandou a desenvolvedores uma pesquisa extensa com perguntas sobre a venda de jogos em disco. Não há nenhuma confirmação dessa consulta, e a Sony não anunciou mudança no cronograma.
Para quem prefere manter a coleção física, o Nintendo Switch 2 modelo nacional continua aceitando cartucho, e jogos próprios da Nintendo, como Donkey Kong Bananza, saem com o jogo completo na mídia.
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